E.C.VITÓRIA ► Jorginho Sampaio diz que presidente do Vitória é "manipulado": "Caos administrativo" - Observador Independente

EM PAUTA

B2

Post Top Ad

banner gif 728x90

quarta-feira, 17 de maio de 2017

E.C.VITÓRIA ► Jorginho Sampaio diz que presidente do Vitória é "manipulado": "Caos administrativo"

Após ser demitido do Vitória, o ex-presidente e agora ex-assessor do departamento de futebol do clube Jorginho Sampaio detonou a administração do atual mandatário do Leão da Barra, Ivã de Almeida. 

Em entrevista exclusiva ao repórter Tony Carneiro da equipe dos Campeões da Bola da Rádio Metrópole, o ex-dirigente afirmou que o clube está sem comando e que Ivã de Almeida não tem controle das ações internas do Vitória. Jorginho falou sobre como se deu a sua demissão, classificada por ele como "deprimente".

"Cheguei para trabalhar como fazia todo dia, por volta das 9h. 40 minutos depois, fui chamado pelo chefe do setor de RH e disse que eu estava desligado do clube. Simplesmente assim, sumariamente. Assinei o documento e voltei para minha coisa. Foi uma desconsideração, sou um ex-presidente do clube e fui convidado a participar da equipe de futebol por meu amigo e irmão Sinval Vieira. 

Trabalhei com afinco esses quase cinco meses da nossa gestão e não esperava isso. Sinval estava em Florianópolis, no jogo com o Avaí, e estava regressando. Preferiram fazer assim. Eu esperava uma conversa com Sinval, meu chefe direto, e com o presidente, que disse que iria conversar comigo. Se falou num remanejamento até no programa do nosso amigo Tillemont. A notícia me pegou de forma abrupta, que eu não esperava. Me demitiram sumariamente, num tratamento deprimente. Eu acho que eu não merecia isso", afirmou Sampaio.

Ainda segundo o ex-assessor do clube, Ivã de Almeida segue sendo pressionado por diversos setores do clube, citando os diretores dos setores Jurídico e de Planejamento do Vitória: Augusto Vasconcelos e Leonardo Amoedo, respectivamente. Jorginho também afirmou que a pressão chegou a afetar o trabalho do diretor de futebol, Sinval Vieira. "Ele me disse, e ele é muito sincero, que estava sendo pressionado. Pressionado pelo tal colegiado. Se fala muito nesse tal colegiado, e que o presidente não manda nada. Apesar do regime presidencialista, ele é um maria vai com as outras. Não impõe nada, não prevalece a sua opinião. Quem manda é uma turma que está lá. Eu posso citar aqui o Augusto Vasconcelos, do PC do B e do Sindicato dos Bancários, que hoje é um homem forte dentro da estrutura do Vitória; o Leonardo Amoedo, que também é um homem forte. Esses dois manipulam o presidente e impõem as coisas", disse o ex-presidente, enumerando duas situações que prejudicaram o trabalho de Sinval no clube.

"Vários fatos aconteceram no decorrer desses quase cinco meses de mandato. Eles tentaram interferir no departamento de futebol. É sabido de quase todo mundo. O departamento de futebol do Vitória, na figura de Sinval Vieira, contratou o zagueiro Alan Costa e eles queriam porque queriam descontratar. Foi criado um grande mal-estar, inclusive com o próprio Internacional, só que Sinval chutou o pau da barraca, bateu na mesa e contratou o Alan Costa. Algum tempo depois, a mesma coisa com André Lima. Depois de algum tempo, queriam porque queriam descontratar ele. Depois de autorizada a vinda, passagem comprada e tudo mais. É uma interferência que não pode, um diretor de futebol e alguém de fora, o diretor jurídico ou quem seja, mandar não contratar. Isso é uma "casa de Noca". Um descompromisso total e uma falta de compromisso. Sinval conseguiu que os jogadores fossem contratados, mesmo com esse "Jus Esperniation" e a manipulação desse presidente omisso e ausente. Você nunca vê ele lá, eu estive todas as manhãs e nunca o vi. Ele não trabalha de manhã, quando chega só chega 17h ou 17h30, e essa turma aí é quem manipula tudo, querendo interferir no futebol. Essa pressão esvaziou o meu amigo Sinval, que não pôde mais me manter e aconteceu essa demissão", destacou.

Jorginho Sampaio também citou a coordenadora de comunicação do Vitória, a ex-apresentadora Érica Saraiva, em uma troca de farpas envolvendo o ex-técnico do rubro-negro Argel Fucks, demitido antes das finais do Campeonato Baiano. "A Érica, por exemplo, não respeitou uma regra máxima, em que existia um momento de uma reunião entre a comissão técnica e os jogadores. O presidente nem deveria estar lá. E ela foi e se sentou lá, dentro da sala de imprensa, ao lado dos jogadores. Não havia nenhum repórter lá. O treinador então pediu que ela se retirasse e ela respondeu que não iria sair, que ficaria ali. Ele foi mais enérgico e pediu que ela se retirasse, caso contrário não iria continuar a falar. A partir daí, ela começou a destilar o ódio e muita raiva de Argel, que acabou saindo também de forma abrupta. Isso é uma demonstração rápida de que está um desmando. Todos os setores querem dar uma pitada no departamento de futebol. Está um caos administrativo, um total desmando lá dentro", afirmou.

Foto: Divulgação/ECV/Maurícia da Matta

Publicidade

Publicidade

Post Bottom Ad

JPG 728x90