MONTES CLAROS: Grupo de ciclistas é infectado por esquistossomose, após viagem ao interior - Observador Independente

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

MONTES CLAROS: Grupo de ciclistas é infectado por esquistossomose, após viagem ao interior

Após um passeio no interior da Bahia, um grupo de 32 amigos de Montes Claros, que pratica ciclismo, foi infectado por esquistossomose. Segundo alguns integrantes do grupo, a viagem à Chapada Diamantina aconteceu durante o Carnaval, e havia mulheres e crianças. Em um dos dias do passeio, o grupo esteve em uma fazenda particular do município de Lençóis. Há suspeita de que o local de contaminação tenha sido em um poço de água, conhecido como poção, na sede da propriedade, onde se encontra a Cachoeira do Mosquito. Parte do grupo passa bem; um homem e uma grávida continuam em observação. Depois de aproximadamente 45 dias da viagem, algumas pessoas do grupo começaram a sentir os sintomas da doença, conhecida também como "xistose" ou "barriga d’água".

 O empresário Marcelo Braga, de 41 anos, esteve na viagem e foi quem contratou o guia local para o passeio. Ele conta que foi apenas no poção represado da fazenda que todos os integrantes participaram da programação. “Cada dia era uma programação de pedal e nem todas as pessoas participavam. Neste dia do passeio pela fazenda, escolhemos um lugar específico justamente para as esposas e crianças irem. Como elas também foram infectadas, desconfiamos que foi lá o local da contaminação. Desde que descobrimos o fato, eu já tentei ligar para as Secretarias de Turismo e de Saúde do município e até na Vigilância Sanitária. Eu oficializei o caso por oficio, mas ainda não tive retorno”, explica. Para o G1, o proprietário da fazenda disse que assim que soube do caso dos ciclistas infectados, por um e-mail, interditou o acesso ao poção e solicitou às autoridades de controle sanitário do município a avaliação da água e do local. Ele esclarece ainda que a fazenda encontra-se dentro de uma área de preservação ambiental, sem moradores ribeirinhos e, por tanto, sem fonte que gere contaminação na propriedade. A expectativa é que os órgãos competentes tenham o resultado da análise da água em até 60 dias. 

O proprietário reforça que o poção é um rio corrente. O empresário Rafael Macedo, de 38 anos, explica que começou a ter febre e empolação pelo corpo após a viagem. Ele conta que várias pessoas do grupo começaram a sentir sintomas isolados e que cada um procurou um médico, achando que estava com alguma virose ou até mesmo dengue. “Eu sofri muito, mas já estou melhor depois da medicação. Um amigo chegou a ficar internado por três dias tomando antibiótico, até o diagnóstico ser confirmado. Outro ainda está em tratamento, porque o caso foi mais grave; a contaminação chegou até a medula. .Neste dia da contaminação, as mulheres e as crianças foram em uma ‘van’. Cada pessoa pagou R$ 15,00, já que a propriedade é particular, e passamos o dia o local. Sempre fazemos esse tipo de viagem”, detalha.

 Durante o passeio, os ciclistas perceberam a presença de muitos turistas no poção, inclusive de estrangeiros. A preocupação é da área permanecer contaminada e outras pessoas se infectarem. “Ficamos alarmados com os resultados dos exames que foram dando positivo; o tratamento não é tão simples como quando a gente compra um remédio na farmácia. Uma infectologista está acompanhando o grupo. A medicação é fornecida pelo SUS. Nós contratamos um guia da Bahia para nos levar ao local, e lá não tinha nenhum tipo de aviso; apenas pagava e entrava. É preciso que as autoridades tomem alguma providência”, disse o empresário.

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