SALVADOR ☼ Empresas de ônibus funcionam no vermelho e reclamam de prejuízo de mais de R$ 40 milhões - Observador Independente

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

SALVADOR ☼ Empresas de ônibus funcionam no vermelho e reclamam de prejuízo de mais de R$ 40 milhões

É inegável que a vida do passageiro de transporte público de Salvador melhorou nos últimos anos. Primeiro, foram os projetos da Prefeitura para incentivar o uso do ônibus, como a ampliação do horário e redução da passagem aos domingos.

Depois, veio o fortalecimento das integrações ônibus-ônibus e ônibus-metrô. O problema é que, para funcionar, o sistema precisa estar equilibrado entre população, Prefeitura e concessionária — e, segundo começa a ficar claro, a bomba está explodindo do lado das empresas.

Questionado pela Metrópole, o diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps), Jorge Castro, explica que a conta das concessionárias não fecha ao fim do mês. Segundo ele, as empresas fecharam o ano passado com mais de R$ 40 milhões no vermelho. “Nós estamos com um prejuízo muito grande. Estamos muito preocupados com o que está acontecendo”, reclamou.

“Não temos dinheiro pra pagar nossas contas”
Segundo o diretor do Setps, assim que as empresas finalizarem seu relatório anual, vão divulgá-lo publicamente, para que a população tenha consciência de que o consórcio não é vilão na história.

“Vamos publicar o balanço até o fim da semana. Meu faturamento é só de passagem. Em 2016, houve queda de passageiros e aumento nos custos. A mão de obra já leva mais de 45% [do faturamento]; diesel, em torno de 23%; imposto direto dá 5%; a prestação de ônibus leva mais de 20%, fora água, luz, reposição de peças. Só esses quatro itens já me dá o prejuízo total. Não temos dinheiro para pagar as nossas contas”, disse.

Possíveis soluções
A discrepância entre ganho e gasto é o argumento que será utilizado pelas empresas para pedir ao Ministério Público e à Prefeitura de Salvador ações de apoio, como o redesenho das linhas de ônibus. “A solução pode ter variáveis: redução de custos, de tributos, aumento de passageiro, retomada da economia”, afirmou Castro.

Apesar das inúmeras possibilidades, a mais provável delas ainda continua sendo o aumento da passagem. “Se com nenhuma dessas [ações] for resolvida, não tem como, tem que aumentar o preço. [O valor] A gente só vai indicar para a prefeitura”, completou.

Madrugada e domingos impactaram

O Jornal da Metrópole procurou o secretário de Mobilidade Fábio Mota durante toda a quarta-feira (3) para falar sobre a crise no transporte público de Salvador, mas ele alegou estar em audiências e reuniões e não atendeu a equipe de reportagem.

Assim, questionamentos como a falta do pagamento da outorga à administração municipal e os impactos que as ações de incentivo da Prefeitura causaram aos cofres das empresas não foram respondidas.

De acordo com os empresários ouvidos pela Metrópole, a ampliação de benefícios concedidos na administração de Neto, como o programa Domingo é Meia e o reforço da frota nas madrugadas, impactaram muito nos cofres das empresas. Já o Ministério Público da Bahia afirmou que ainda não foi procurado pelas empresas de ônibus de Salvador para discutir a questão.

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