SALVADOR ☼ Fenômeno da K-pop, grupo K.A.R.D. faz sessão de autógrafos na capital; ingressos estão esgotados - Observador Independente

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sábado, 24 de junho de 2017

SALVADOR ☼ Fenômeno da K-pop, grupo K.A.R.D. faz sessão de autógrafos na capital; ingressos estão esgotados


Grupo K.A.R.D. fará sessão de autógrafos em Salvador, neste domingo (25) 
(Foto: Reprodução/Site Oficial)

Salvador viverá uma noite histórica no domingo (25), quando "Os Beatles" farão uma sessão de autógrafos no Hotel Sheraton da Bahia. Contudo, os fãs que esgotaram os ingressos em cinco minutos não esperam por John, Paul, George e Ringo, mas pela banda coreana K.A.R.D., que tem vivido tempos de Beatlemania desde que foi fundada, há menos de um ano. Eles atualmente são o grupo de K-pop (música popular coreana, cuja indústria movimenta cerca de US$ 5 bilhões por ano) mais famoso internacionalmente.

Em dezembro de 2016, o quarteto lançou o single "Oh Nana", cujo clipe já possui 18 milhões de visualizações no Youtube. O outro grande hit da banda é a canção "Don't Recall", que já está na casa das 24 milhões de visualizações. E a capital baiana não passou incólume pelo fenômeno, que vem angariando cada vez mais fãs. É o caso do estudante Junot Freire dos Santos Neto, de 21 anos.

"Eu comecei a gostar de K-pop faz alguns anos, entre 2012 e 2013, depois de uma recomendação nas redes sociais, porque eu já ouvia música japonesa", conta. E a resposta de Junot quando perguntado se o fenômeno K.A.R.D. poderia ser comparado ao de algum artista ocidental indica a intensidade do fã. "Não sei dizer. Não conheço porque não escuto música ocidental", afirma o estudante de Ciências da Computação.

O sucesso da banda é tanto, que todas as datas agendadas para o Brasil - sessões de autógrafos em Fortaleza, Salvador, Recife e Rio de Janeiro, além de show em São Paulo - tiveram ingressos esgotados em minutos. "Esgotou no Brasil todo em cinco minutos. A gente não teve nem como escolher qual ingresso comprava. Pegamos o que estava disponível", conta Junot. Em Salvador, os ingressos custavam R$ 140 (com direito a autógrafos e poster) e R$ 230 (com direito a autógrafos, poster e CD exclusivo para o Brasil).

Junot explica que o evento será histórico porque é a primeira vez que um artista de K-pop vem ao Nordeste do Brasil. "A expectativa está muito alta. Está todo mundo esperando. E justamente por ter lotado, esperamos que chame a atenção das produtoras para que tragam mais artistas", diz.

Além de fã, Junot é o presidente do grupo K-poppers Baianos, que desde 2014 realiza eventos de K-pop em Salvador. "Além do Kpop Meeting Bahia, que é o nosso maior evento, um festival inteiro só de cultura e música coreana, fazemos também encontros em praças, onde colocamos som para o pessoal dançar", conta.

Grupo fundado por Junot promove encontros em praças de Salvador 
(Foto: Arquivo pessoal/Junot Neto)

Ele conta que teve a ideia de montar o grupo depois que percebeu que havia muitos fãs de k-pop em Salvador. "Durante eventos de cultura japonesa que acontecem na cidade, eu vi que outras pessoas gostavam da mesma coisa, e fomos nos reunindo para formar a comunidade. Hoje temos mais de dois mil seguidores no Facebook. A maioria de Salvador, mas tem gente do interior também, principalmente Feira de Santana e Camaçari", fala.

Uma dessas pessoas é a estudante Emily Araújo, também de Salvador. A paixão dela pelo K-pop e pela cultura coreana é tanta, que ela fez um intercâmbio para a Coreia do Sul, onde passou três meses, para aprender coreano e fazer aulas de dança no estúdio onde são produzidas as coreografias de diversos artistas da K-pop. Emily conta que a paixão pela cultura coreana começou através do alfabeto.
Emily retornou da Coreia do Sul na útlima semana, após passar três meses por lá 
(Foto: Arquivo pessoal/Emily Araújo)
"Comecei a estudar por conta própria a história do alfabeto coreano e me apaixonei. Depois descobri o K-pop e virei aquela fã hardcore mesmo. Após um tempo fui descobrindo artistas coreanos de outros estilos, como Zion.T, que é do hip hop. E hoje eu sou muito fã dele", conta Emily, que revelou ter ido a um show do Zion.T, na Coreia.

Segundo Emily, ela já foi para a Coreia do Sul sabendo falar um pouco do idioma. "Eu já estudava sozinha, depois fiz alguns meses de curso. Então já saí sabendo conversar mais ou menos. Depois que cheguei lá, melhorei muito. Estou em um nível bem melhor", diz. Ela fala inclusive que já consegue entender as letras das músicas. "Baladas e coisas mais lentas. Rap já é mais complicado".
Emily, ao lado de um dos coreógrafos do estúdio de dança onde fez aula, na Coreia 
(Foto: Arquivo pessoal/Emily Araújo)


K-pop
A partior da esquerda: BoA, 2PM, 2NE1 e Big Bang 

O K-pop é um estilo de música coreana que mistura o pop americano - hip hop, rock, r&b, música eletrônica - com rítmos asiáticos. Os primeiros grupos de K-pop surgiram no início dos anos 90, mas a internacionalização deles só começou na última década, com o advento das redes sociais.

O gerenciamento dos artistas do K-pop segue uma lógica "industrial". As empresas contratam potenciais artistas ainda quando são bem novos - conhecidos como trainees. Os trainees passam por aulas diárias de música, dança e idiomas estrangeiros, até que eles estejam prontos para a estreia. Todo o treinamento é bancado pela empresa, que depois visa lucrar com o sucesso do projeto.

Além do som eletrônico, as canções são sempre acompanhadas de uma coreografia. O idioma das músicas geralmente é o coreano, entretanto é comum a inserção de frases em inglês ao longo da canção. Além do K.A.R.D., são considerados expoentes do K-pop o grupo feminino 2NE1, a banda 2PM, o quinteto Big Bang, a cantora BoA, entre outros.
Grupo K-poppers Baianos também organiza o Kpop Meeting Bahia, realizado no início do ano
 (Foto: Arquivo pessoal/Junot Neto)
Edição de 2017 no Kpop Meeting Bahia, realizado em fevereiro 
(Foto: Arquivo pessoal/Junot Neto)

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