SALVADOR: 'Não vamos coloca-los para fora como se fossem bichos', diz gerência sobre moradores da Rodoviária - Observador Independente

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segunda-feira, 12 de junho de 2017

SALVADOR: 'Não vamos coloca-los para fora como se fossem bichos', diz gerência sobre moradores da Rodoviária

Apesar de administrada por uma empresa contratada pela agência estadual que regula os transportes, a Agerba, a Rodoviária de Salvador é um lugar público como outro qualquer. Por isso, na teoria, ninguém pode ser expulso dali. E, neste caso, é o que acontece na prática. Conheça as histórias de quem mora no terminal.


Estação dos sem-teto: os equilibristas das cadeiras azuis sofrem para dormir com alguma segurança (Foto: Betto Jr/CORREIO)

Adevaldo Santos, gerente de operações da estação, diz que ele e os outros funcionários se esforçam para dar o mínimo de dignidade aos “moradores” do terminal. Além de providenciar banho e alimentação quando possível, buscam informações de familiares para tentar coloca-los em contato com as famílias.

“Na maioria das vezes conseguimos desloca-los para albergues. Mas já ouvi de alguns deles que aqui é melhor. Além disso, os albergues são temporários”, observou Adevaldo. “Não vamos coloca-los para fora como se fossem bichos, né?. Nossa filosofia não é essa. Fazemos o que podemos”, sensibiliza-se.

A Rodoviária é sublocada pela Sinart por meio de licitação. A Agerba apenas fiscaliza a regulação dos transportes. Mas quem cuida da estrutura e controla a segurança do local é a Sinart. Entre equipe de limpeza, fiscais de terminal e operações e empresa tem 220 colaboradores. Todos os meses, 450 mil pessoas embarcam e desembarcam nos ônibus da Rodoviária de Salvador. Somados aos circulantes, no total 750 mil pessoas utilizam o terminal.

Semps fará abordagem no local
A Secretaria de Promoção Social e Combate a Pobreza (Semps) informou que realizará uma ação de abordagem na Rodoviária de Salvador nos próximos dias. No caso do terminal rodoviário, administrado pela Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda (Sinart), a Semps garantiu que costuma realizar atendimento imediato quando acionada pela equipe de serviço social da empresa.
No chão não pode! A não ser que seja escondido da segurança (Foto: Betto Jr/CORREIO)
A secretaria também destacou que realiza a inscrição dos acolhidos em projetos e benefícios socioassistenciais. Entre eles estão justamente os chamados benefícios eventuais como o Auxílio Moradia e o Auxílio Passagem (para o caso de migrantes). O órgão também encaminha moradores de rua para retirada de documentação oficial, a exemplo da carteira de identidade, além de inscreve-los em benefícios como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

“O trabalho com cada indivíduo / família é realizado de forma individual e, em média, cada acolhimento dura o período de três a seis meses. Após este período, aqueles que adquirem a autonomia necessária para gerir a própria vida, são inseridos no programa para recebimento do Auxílio Moradia, benefício no valor de R$300,00 mensais”, informou a Semps, em nota. Atualmente, em Salvador, há 760 pessoas recebendo o Auxílio Moradia, referente ao perfil de população em situação de rua.

Segundo a Semps, em 2016 foram realizadas 6.228 abordagens sociais que resultaram em 1.980 cadastros de moradores de rua. Destes 1.547 são homens e 433 são mulheres. De janeiro a abril de 2017, das 2.869 abordagens sociais à população em situação de rua realizadas 1.136 pessoas foram cadastradas, sendo 235 mulheres e 901 homens.(Correio)

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