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quinta-feira, 29 de junho de 2017

SALVADOR ☼ Protesto pede agilidade na punição dos acusados de matar casal de sindicalistas há 7 anos

'Caso Colombiano': morte de sindicalista e esposa faz 7 anos; parentes e amigos protestam

Sete anos após o assassinato dos sindicalistas Paulo Colombiano e Catarina Galindo, em Salvador, familiares e amigos do casal fizeram um protesto para pedir mais agilidade no andamento do processo e punição aos envolvidos. Os suspeitos de participação nos homicídios continuam soltos e o caso está na Justiça, ainda sem julgamento.

A mobilização para pedir justiça aconteceu na manhã desta quinta-feira (29), em frente ao Tribunal de Justiça da Bahia. Paulo Colombiano era tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários e foi morto após a realização de uma investigação interna relacionada a irregularidades no pagamento dos gastos com plano de saúde.

Presente no protesto, a irmã de Catarina diz que, mesmo após sete anos, a família sofre e não vai descansar até conseguir justiça. "É muito sofrimento para todos nós até hoje. O sentimento da família é que se faça justiça Porque todos os dias que estivermos aqui vamos lutar para que a justiça seja feita. O que a gente quer é ver esse pessoal na cadeia", afirma.

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça da Bahia informou na quarta-feira (28) que a ação já foi examinada pelo desembargador Pedro Guerra, relator do processo, e encontra-se com a desembargadora Rita de Cássia Machado Magalhães Filgueiras Nunes, revisora da Ação Penal. Concluída a etapa da revisão, o processo seguirá para a Segunda Turma da Primeira Câmara Criminal, onde será julgado pelos demais desembargadores que a compõem.

O TJ-BA informou ainda que o processo possui 36 volumes, 18 apensos e 39 anexos. Essa grande quantidade de informações. segundo o TJ-BA, exige um estudo cuidadoso de todas as peças.

Caso

Cinco pessoas respondem ao processo relacionado ao crime. Dois deles são os donos da empresa que prestava serviço de plano de saúde ao sindicato e são apontados como mandantes da ação. Outros três são funcionários da empresa. 

Um teria participado da execução do casal e o restante acompanhou a rotina de Paulo e Catarina para que crime pudesse ser cometido. Todos foram presos em 2012, mas não ficaram mais que 20 dias na cadeia.

"Todos eles estão em liberdade. Não por falta de provas, mas sim porque eles utilizam dos recursos jurídicos para postergar a penalidade. Eles cometeram um crime que completa sete anos de impunidade. Esse processo já tem anos e não tem nenhuma perspectiva para condenação. Acredito que se fossem condenados na Câmara do Tribunal, seria por unanimidade", opinou Geraldo Galindo, irmão de Catarina e cunhado de Paulo.

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