SALVADOR: Vendedores entram pela primeira vez no Mercado de Cajazeiras após incêndio - Observador Independente

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terça-feira, 20 de junho de 2017

SALVADOR: Vendedores entram pela primeira vez no Mercado de Cajazeiras após incêndio

Imagine se sua casa pegasse fogo e tudo o que você levou anos para construir fosse queimado em alguns minutos. Os donos dos boxes do Mercado de Cajazeiras, que estão vivendo esse drama desde o último domingo (18), quando o mercado pegou fogo, acompanharam a retirada dos entulhos na manhã desta terça-feira (20) e visitaram os estandes dois dias depois da tragédia.
Permissionários acompanham apreensivos o trabalho da Limpurb (Foto: Evandro Veiga/ CORREIO)
Por volta das 13h uma kombi da prefeitura, dois caminhões e um micro-ônibus estacionaram em frente ao prédio. Dos veículos desceu um batalhão de funcionários da Limpurb, com pás, vassouras e outros materiais para dar início a limpeza do local. Depois da primeira hora de trabalho, a entrada dos permissionários foi permitida no mercado.

De três em três eles entravam para avaliar os estragos. Cátia Cristina Cunha, 44 anos, vendia lanches no local. O boxe dela foi um dos mais atingidos. "Está tudo sujo lá dentro, tudo queimado. Perdi geladeira, micro-ondas, conjunto de pratos e algumas cadeiras, entre outras coisas menores", contou, com as mãos sujas pela fuligem.
Funcionários da Limpurb retiram lixo do Mercado de Cajazeiras (Foto: Evandro Veiga/ CORREIO)
Enquanto os permissionários subiam a rampa do mercado de trio em trio, outros aguardavam apreensivos por sua vez. O casal Rose Mangabeira e Igor Gonçalves trabalham com produção de eventos e assumiram o boxe 78 há cerca de dois meses. "No sábado, a gente pegou o material que estava lá em casa e trouxe para o mercado. No domingo, aconteceu isso. A gente ainda não calculou o tamanho do prejuízo", contou Rose.

Os corredores se transformaram em um vai e vem de carros de mão, cheio de objetos queimados. De cima de um dos caminhões um funcionário se equilibrava para conseguir pegar o conjunto de bancos queimados que o colega que estava em baixo lhe entregava. Os olhos atentos dos permissionários não deixavam escapar nenhum detalhe. "Aquelas são as cadeiras que ficavam no SIM. Ficaram destruídas", falou uma mulher enquanto observava os trabalhadores.

Incêndio
O Mercado de Cajazeiras foi tingido por um incêndio na noite deste domingo. O fogo se concentrou no segundo piso, onde ficam cerca de 70 dos 133 boxes que existem no espaço. Segundo o Corpo de Bombeiros, 20 deles foram atingidos pelas chamas. No mesmo dia, a polícia fez a perícia do local. 

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) vistoriou o espaço e informou que a estrutura não foi comprometida. O fogo atingiu o teto do mercado e as telhas terão que ser trocadas. Parte da fachada também sofreu avarias e terá que ser recuperada. 

Em nota, a Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semop) informou que o prédio deve ser reaberto nesta quarta-feira (21) e que apenas os permissionários e técnicos da Prefeitura tem acesso ao prédio no momento, para checagem e avaliação dos prejuízos causados pelo incêndio.

O prefeito ACM Neto foi ao local na manhã de segunda-feira (19). Ele assegurou que aqueles que perderam as mercadorias vão receber um auxílio emergência no valor de um a três salários mínimos. 

Existe a suspeita de que o incêndio tenha sido provocado de forma criminosa. Alguns permissionários acreditam que bandidos tenham colocado fogo no mercado para forçar os trabalhadores a retornarem para a Rotatória da Feirinha, de onde foram retirados há dois anos, quando o mercado foi inaugurado. A 13ª Delegacia (Cajazeiras) investiga essa suspeita. 

Nesta terça, agentes da Guarda Municipal montaram ponto na rotatória para evitar que ambulantes ocupassem o local. Segundo a Semop, a ocupação foi proibida porque a feirinha deixava o trânsito congestionado na região e nas áreas adjacentes.(Correio)

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