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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

CAMACAN 😡 Lixão às margens de rodovia invade parte de pista e atrapalha trânsito

CIDADE PASSA A SER CONSIDERADA A VERGONHA DA BAHIA
Perigo: lixão invade parte de rodovia em Camacã, no sul do estado

Um lixão que fica às margens da BA-251, na cidade de Camacan, no sul da Bahia, atrapalha a passagem de veículos na rodovia, por causa da quantidade de lixo que é descartado no local. Nos últimos dias, metade da pista do trecho onde fica o lixão foi invadida pelo lixo. Os motoristas se arriscam na contramão para passar no local.

O lixão existe há mais de 20 anos e atende a Camacan e cidades vizinhas, como Pau Brasil. No local, são descartados cerca de 25 toneladas de lixo por dia. O material se acumula entre o terreno, que fica em um dos lados da rodovia, a pista e o acostamento. Além disso, o chorume (líquido poluente) produzido pelo lixo já atinge o lençol freático e também riachos da região.

A prefeitura diz que tenta fazer a limpeza do local, mas o serviço fica comprometido quando chove na região. "Passamos a máquina ali para o caminhão adentrar para fazer o despejo do lixo lá mais para dentro, mas só que, com essa chuva, tem o problema de atolamento", contou Eduardo Ramos, secretário de Agricultura e Meio Ambiente.

Camacan, assim como outras cidades do Brasil, já deveria seguir a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que foi sacionada em agosto de 2010 e determina a eliminação de lixões em todo o país. No entanto, o prazo para acabar com os espaços, que venceria em 2014, foi prorrogado até 2021 por um projeto de lei, que foi aprovado pelo senado e está em tramitação da Câmara dos Deputados.

Enquanto o prazo não acaba, a solução encontrada pela cidade é a implantação de um consórcio intermunicipal, que está em andamento. O intuito é unir 11 cidades para associação na criação de 3 aterros sanitários e algumas unidades de triagem de lixo para reciclagem, que atenderão a região.

"Organizar os catadores em forma de coperativa, para trabalhar nessas unidades de triagem, onde eles vão coletar o material para o comércio de interesse dele. O que não passar pelo processo da reciclagem, vai para o aterro sanitário e o outro para um sistema de logística reversa. A ideia é devolver para a indústria produtora dele", disse Max do Carmo, diretor de desenvolvimento do consórcio.

Até a mudança, os catadores que se arriscam no lixão de Camacan temem pela segurança. "Medo de se cortar. Furar a mão. Muita doença. Mas é o único emprego que a gente tem", desabafou a catadora Diana do Carmo.
Carros dividem pista com lixo em Camacan (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)
Chorume causado pelo lixo prejudica riachos da região (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)

Lixo acumulado no lixão de Camacan (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)

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