FEIRA DE SANTANA Ipac embarga obra do Shopping Popular no Centro de Abastecimento - Observador Independente

EM PAUTA

B2

Post Top Ad

banner gif 728x90

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

FEIRA DE SANTANA Ipac embarga obra do Shopping Popular no Centro de Abastecimento

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), embargou a construção do Shopping Popular no Centro de Abastecimento em Feira de Santana. A construção está sendo realizada pela prefeitura municipal e na quarta-feira da semana passada (26) o processo de demolição de equipamentos públicos foi iniciado. A obra do Shopping Popular tem gerado divergências entre governo, ativistas culturais e principalmente artesãos do local.
Washington Luiz Moura, diretor de comunicação da Associação dos Artesãos de Feira de Santana, disse em entrevista ao Acorda Cidade que o embargo da obra deixou os artesãos do Centro de Abastecimento mais tranquilos e para ele, a demolição dos equipamentos significa uma atrocidade. Ele acredita que o embargo pode paralisar totalmente a obra e afirma que os artesãos continuam lutando contra a construção do Shopping Popular.

“Tanto o Ministério Público (MP) como o Ipac têm o tempo todo nos sinalizado que devemos resistir. Essa obra não condiz com a nossa inserção. O espaço que nós temos hoje não foi invadido, foi um espaço que nós conseguimos. Um espaço de direito e que nós estamos aqui há quase 40 anos trabalhando. Não dá para a gente se imaginar dentro desse novo entreposto que estaria sendo construído. Ainda contando que os valores que são espectados são muito maiores do que nós podemos pagar. O espaço em que estão nos colocando, apesar de ter havido uma mudança não foi um espaço construtivo. Não houve uma consulta aos artesãos de como seria esse espaço. Foi algo mais implícito”, declarou.

Sobre a reivindicação dos artesãos, Washington Luiz reforçou que a categoria não quer sair do local e e até o momento não se manifestou com relação a possibilidade de um acordo. Segundo ele, os artesãos têm interesse em continuar no Centro de Abastecimento trabalhando com as mesmas características apresentadas atualmente.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o procurador do município Cleudson Almeida, informou que o a prefeitura foi notificada do embargo do Ipac e junto com a procuradoria e secretarias que tratam das questões da execução da obra do Shopping Popular, passarão as diretrizes para que possam demonstrar junto ao Ipac que houve um equívoco em relação ao termo de embargo e que a decisão possa ser revista.
“A gente pode pontuar algumas questões iniciais. Por exemplo, sobre a questão do Shopping Popular, nós podemos pontuar o ingresso de quatro ações judiciais com recursos e que essas ações e os recursos deram a total liberalidade para que o município pudesse executar obra. Tramitaram na justiça quatro ações no Tribunal de Justiça e alguns recursos. Todos eles foram unânimes no sentido da legalidade da execução da obra. Então, nós com base nisso e inclusive também em expediente, anteriormente encaminhado pelo próprio Ipac demonstraremos que não há nenhum tipo de divergência ou alteração no que efetivamente já vinha sendo executado”, afirmou.

Cleudson declarou que não haverá paralisação da obra porque ela segue princípios legais pontuados também a partir de órgãos de fiscalização. A prefeitura vai pontuar questões junto ao Ipac para que o órgão possa rever a medida adotada e arquive o termo de embargo.

Para ele, o embargo foi uma surpresa porque a obra apresentou questões que já foram discutidas na esfera judicial e a justiça entendeu como legal a sua execução.

“É uma obra que tem uma dimensão muito grande para a cidade de Feira de Santana. O centro comercial necessita de sua ordenação e a comunidade feirense toda anseia para que sejam adotadas as medidas legais e dentro dos princípios de razoabilidade para que ocorra essa reordenação. Não está sendo ferido o direito de ninguém. Entendemos que não há um prejuízo para categoria nenhuma existente ali no Centro de Abastecimento. Efetivamente a obra tem que tentar dar o seu segmento para que possa num prazo menor de tempo ocorrer a sua conclusão”, concluiu.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.

Publicidade

Publicidade

Post Bottom Ad

JPG 728x90