SALVADOR @ Assaltantes fazem arrastão em frente de faculdade em Ondina - Observador Independente

Bahia

viernes, 16 de marzo de 2018

SALVADOR @ Assaltantes fazem arrastão em frente de faculdade em Ondina

Foto: Reprodução/Google Maps

Um dupla de assaltantes promoveu um arrastão na noite de quinta-feira (15), por volta das 20h30, na rua Macapá em Ondina. De acordo da Polícia Militar agentes da Operação Ronda Universitária faziam incursões no bairro do Rio Vermelho, quando foram informados que dois homens armados, num veículo Agile, cor cinza, estavam praticando assaltos na região.

No local, os PMs foram informados que os assaltantes roubaram estabelecimentos comerciais, estudantes e transeuntes que estavam em frente à Faculdade Social Social da Bahia (FSBA). Testemunhas afirmaram que o arrastão começou no Restaurante Neto's. 

Depois de praticar os assaltos os bandidos abandonaram o carro no Rio Vermelho. Por volta das 22h20, a guarnição do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 12ª CIPM, encontrou o veículo Agile abandonado na rua Departamento Cunha Bueno, no Rio Vermelho. 

“Durante a averiguação, foi constatado que o automóvel foi roubado por volta das 19h40, na Av. Vasco da Gama. O veículo foi conduzido e apresentado na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRRFV)”. explicou a PM. 

Apesar das buscas ninguém foi preso. O caso será invetigado pela 7ª Delegacia (Rio Vermelho).

Procurada, a FSBA informou que diante do fato reforçou as solicitações de mais segurança na região por parte da PM já que são fatos recorrentes na região. 

Estudantes da FSBA afirmam que essa é a segunda ocorrência do tipo nesta semana. "Na terça-feira (13), foi a mesma coisa. Passou um carro e roubou várias pessoas aqui na frente", relatou uma estudante que prefere não se identificar. 

Outra estudante conta que, por conta dos assaltos, só sai em conjunto com outros colegas. "Não podemos mais ficar aqui na frente da faculdade. Está muito perigoso".

Ocorrências

O jornal CORREIO teve acesso às imagens das câmeras do Restaurante Neto’s. Ação dura pouco mais 2 minutos. Dois homens – um usando camisa azul e boné preto e outro vestido com uma camisa verde –se aproximam da caixa e um deles exibe a arma na cintura. 

“Eles chegaram pedindo água. Depois de dar R$ 5, um deles levantou a camisa e disse que era um assalto. Peguei o dinheiro, R$ 350, coloquei em um saco e entreguei. Ele ainda perguntou se um envelope tinha dinheiro e eu respondei mostrando que continha documentos”, disse a caixa.

Nas imagens, uma cliente teve o celular tomado pela dupla. “A cliente ainda não tinha percebido o que estava acontecendo. Ela veio pedir uma cerveja e um dos bandidos mostrou a arma que estava na cintura e pediu o celular. Ela ainda queria tirar o chip, mas o bandido disse: ‘isso é um assalto, não entendeu’ e tomou o aparelho”, contou. 

Em seguida os bandidos entram no Agile. “Vimos que outra pessoa já aguarda eles dentro do carro”, disse a caixa. 

Esta não foi a única vez que clientes do Restaurante Neto’s foram alvos de ladrões. No dia 13 deste mês, um assaltante tomou o celular de um homem que estava sentado em uma das mesas. O bandido juntamente com um comparsa já tinha acabado de roubar duas pessoas que estavam em frente uma banca de doces quando, na fuga, tomou celular da vítima. 

“E tudo indica que ele é a mesma pessoa do segundo assalto. Usava a mesma camisa e a fisionomia é a mesma”, disse uma das vítimas. 

Relatos

Estudantes da Faculdade Social da Bahia (FSBA) contam que não há segurança no entorno da instituição. “Eu me sinto vulnerável demais porque além de não ser a primeira vez que acontece, a gente não tem segurança nenhuma, exemplo: quando a aula acaba às 21h30, precisamos ficar dentro da faculdade esperando o ônibus porque não temos condições de ficar no ponto. A situação ficou pior, nem podemos mais lanchar. E tem outra coisa: ali é muito escuro. Já fique várias vezes ali, na lanchonete, com o celular na mão e com a bolsa aberta. Estou assustada demais”, disse uma aluna.

Segundo uma outra aluna, quando acionada, a Polícia Militar fica por um curto período em frente à faculdade. “Ficam todo mundo lá na porta, de galera, mas na hora de pico, todo mundo vai embora. Ficam menos de 15 minutos lá. Não tem ronda, não tem nada. A faculdade nem câmera tem”, declarou.