Idoso é enterrado como indigente após ter corpo trocado em hospital e família quase sepulta estranho: 'Não dá para acreditar' - Observador Independente

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16 de janeiro de 2019

Idoso é enterrado como indigente após ter corpo trocado em hospital e família quase sepulta estranho: 'Não dá para acreditar'

Hospital Geral Ernesto Simões Filho, em Salvador — Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia



Caso aconteceu em Salvador. Corpo liberado para os familiares de Aloísio Ramos Ribeiro estava em estado avançado de decomposição e, por isso, caixão estava fechado. Troca foi descoberta por funerária.



Um idoso de 71 anos foi enterrado como indigente, nesta quarta-feira (16), após ter o corpo trocado pelo de um homem ainda não identificado, em Salvador. A troca dos corpos ocorreu dentro do Hospital Geral Ernesto Simões Filho, onde os dois homens estavam internados.

Aloísio Ramos Ribeiro morreu na noite da terça-feira (15), após ficar 18 dias no hospital e passar por duas cirurgias, por conta de um problema no fígado. Ele seria enterrado na cidade de Santo Estêvão, onde nasceu e a família mora.

De acordo com o irmão de Aloísio, Geraldo Ribeiro, o corpo entregue pelo hospital estava em estado avançado de decomposição. Por isso, o caixão saiu do hospital fechado. Somente na funerária que a troca foi descoberta.

A gente sofreu duas vezes. Primeiro porque meu irmão morreu e depois porque o corpo que deram para a gente estava errado. É uma coisa que não dá para acreditar, 
contou Geraldo.

A revelação ocorreu durante a manhã. Em seguida, a família voltou ao hospital para saber o que havia acontecido. Somente no início da tarde que os familiares de Aloísio descobriram que o corpo dele tinha sido enterrado como indigente.

O sepultamento ocorreu no Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas, em Salvador, na manhã desta quarta. Com a descoberta da troca, o corpo será desenterrado para ser entregue à família de Aloísio. Até por volta das 16h40 desta quarta, o procedimento era aguardado.

Nós contratamos a funerária de Santo Estêvão, vieram para cá para preparar o enterro, e eles [hospital] dão o corpo de outra pessoa. Ficaram enrolando, maltratando a gente para contar o paradeiro, 
disse Geraldo.

Segundo o irmão do paciente, após a falha, a direção do hospital se comprometeu a pagar pelo caixão de Aloísio, já que o que a família havia comprado foi usado com o corpo errado.

Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da direção do Hospital Geral Ernesto Simões, lamentou o ocorrido, e informou que será aberto um inquérito administrativo para apurar as responsabilidades do caso.

No comunicado, a Sesab ainda informou que o corpo será devolvido para a família de Aloísio ainda nesta quarta-feira.

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