Operação Calicute: TRE-BA concede liminar a investigados. Porque será? - Observador Independente

Operação Calicute: TRE-BA concede liminar a investigados. Porque será?

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Foto : Tânia Rêgo / Agência Brasil


Os dois ficaram liberados para administrar as empresas investigadas e para firmar contratos com o poder público.


O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) concedeu liminares a Walter Guimarães de Moraes Júnior e Norberto Fernandes Neto. Ambos são investigados na Operação Calicute - 37ª fase da Lava Jato que teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB). 

Os dois ficaram liberados para administrar as empresas investigadas e para firmar contratos com o poder público. 

Eles foram citados em irregularidades nas obras de modernização do Parque Aquático Maria Lenk. O grupo era formado pelas empresas Bacosa – Bahia Construtora, representada por Norberto Fernandes Neto, sócio de Walter na Engetécnica, e a Engetécnica, desta vez anunciada em outro endereço em Rio Bonito, interior do Estado.

O nome de Walter Guimarães é citado no Tribunal Regional Eleitoral como doador a partidos políticos. A deputada federal Benedita da Silva (PT) é uma das beneficiadas pelo empresário, que destinou R$ 190 mil para o diretório nacional do partido nas eleições de 2014. 

A verba foi reencaminhada a campanha de Benedita. O CNPJ da Zadar em Rio Bonito aparece como doador de campanhas eleitorais neste mesmo ano, com um total destinado de R$ 1,9 milhão. O partido mais beneficiado foi o PMDB, que recebeu 600 mil. Norberto Fernandes Neto deu R$ 200 mil para o PMDB e R$ 50 mil ao PSD. Paulo Roberto repassou cerca de R$ 1,3 milhão para campanhas, sendo a maior fatia referente ao PMDB: R$ 820 mil. Walter enviou mais de R$ 1,3 milhão para a mesma finalidade: o PT recebeu R$ 600 mil e o PMDB, R$ 300 mil, além de R$ 450 mil ao PSD.

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