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Mário

26 de fevereiro de 2019

Câmara de Vereadores de Jacobina vai distribuir 36 mil "salgadinhos" para população

Crédito da imagem :: Padrão OBI / Divulgação



A Câmara de Vereadores de Jacobina, no norte do estado, 330 km de Salvador, publicou dispensa de licitação no Diário Oficial para a compra de Salgadinhos para eventos da Casa Legislativa. O valor chama a atenção. Serão gastos R$ 16 mil para compra de 36 mil unidades.


Crédito da foto :: Galeria do Extra S/A / Reprodução


Até ai, nada de novo. Em todo o Brasil, em detrimento da fome e déficit alimentar de uma imensa parcela da população, governos municipais, estadual e federal, bem como as casas legislativas nas três esferas, vivem fazendo isso. 

O inusitado da questão está no volume de “salgadinhos” a ser adquirido pela Câmara. Serão gastos em recursos da população, R$ 16.480,00 (...) com a festança. Ou seja, tomando-se como base o valor do “cento” do “salgadinho”, com esse dinheiro dá para comprar nada mais nada menos que a impressionante quantidade de 36.622 unidades de coxinhas, rissole, quibe, bolinhos de queijo, croquete, etc. 

A quantidade impressiona. Se em cada reunião comparecer 1.200 pessoas, a Câmara pode fazer encontros com esse total de pessoas todos os dias ao longo de trinta dias. Não faltarão “salgadinhos”.

Por outro lado, se a mesma Casa Legislativa resolvesse beneficiar as famílias que passam necessidades alimentares no município, uma Cesta Básica, com 16 itens (tamanho grande) no Extra Paralela, em Salvador, custa R$ 91,99 (...), ou seja, daria para adquirir 1.739 cestas que beneficiaria 1.739 pessoas. Considerando uma família de quatro pessoas, 6.956 pessoas estariam alimentadas por pelo menos uma semana.

Mais,

Um almoço de pobre (PF), custa em média R$ 9,90 (...), preço de hoje em Salvador, no Mercado do Peixe, no Rio vermelho, ou na Ceasa em Simões Filho. Se a Câmara resolvesse fazer uma campanha para alimentar famílias em déficit alimentar, poderia pagar +/- 1.700 almoços populares (PF) para o povo sofrido da região. 

Não se discute as questões da legalidade, já que por força do Decreto 9.412, de 18 de Junho de 2018, a dispensa está legalmente amparada. Não se discute aqui se a dispensa da licitação caiu milagrosamente na empresa de parentes de vereadores ou de altos servidores da Casa Legislativa. 

O que se discute é a falta de sensatez, de zelo com o dinheiro do contribuinte, quando, pelos números apresentados e suas equivalências se percebe que tudo não passa de manobra escusa para embolsar “legalmente” o suado dinheiro do contribuinte. 

Quando nada se não é ilegal, mas, com certeza é de uma imoralidade sem precedentes. Em 2017 o valor gastos foi de pouco mais de R$ 7 mil. 

Faça as contas com base nos preços e valores da região e mesmo assim você verá o quanto é esdrúxula a aquisição dessa verdadeira montanha de “salgadinhos”. Pensar na finalidade para tanto “salgadinho”

É melhor deixar pra lá!


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