Suspeito de mandar matar professora na Vila Canária se apresenta à polícia - Observador Independente

Suspeito de mandar matar professora na Vila Canária se apresenta à polícia

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Crédito da Foto: reprodução/redes sociais



Com informações da repórter da TV Aratu, Daniela Mazzei.


Acompanhado de dois advogados, o suspeito de ser o mandante da morte da professora Priscila Rebeca Oliveira, 37 anos, identificado como Hugo Leonardo Gonçalves da Silva, 31 anos, apresentou-se à polícia na tarde desta sexta-feira (8/2) e prestou depoimento na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, ele estava com um mandado de prisão temporária em aberto, cumprido pela delegada Ana Cristina Carvalho, titular da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central), que investiga o crime.

Hugo permanece à disposição da Justiça. Agora, as investigações prosseguem para identificar e localizar o autor do disparo. Familiares e amigos da vítima também já foram ouvidos no DHPP.

DEFESA

Em entrevista, o advogado de Hugo, Renan Santana, falou que por se tratar de investigação de um crime qualificado por feminicídio, a prisão temporária poderia ser de 30 dias, mas o juiz decidiu manter, inicialmente, por cinco dias, por “falta de provas concretas”.

“Trata-se de uma prisão temporária de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, a depender da necessidade das investigações ou requerimento da autoridade policial. Se o juiz competente entender que há motivos suficientes para a manutenção dessa prisão, pode prorrogar”, explicou.

Santana disse, ainda, que o suspeito de encomendar o crime nunca negou a paternidade e “chegou a ajudar” comprando berço e roupas para a menina. “[Hugo] deixou claro, no depoimento, que se a autoria da paternidade fosse dele, iria registrar a criança”.

FAMÍLIA DA VÍTIMA

Os familiares reiteram que o ex-companheiro de Priscila é o pai da recém-nascida e também o principal suspeito, pois já vinha agredindo e ameaçando a professora.

O CASO

Priscila estava dentro de casa quando, na noite da última terça-feira (5/2), foi surpreendida pelo atirador, que a atingiu com um disparo na cabeça, por volta das 21h. Ela estava na janela. A morte, porém, foi confirmada na manhã de quarta-feira (6/2). Na residência também estavam sua mãe, irmão e as duas filhas, uma de 10 anos e a outra de dois meses.

O irmão da vítima, Pablo Oliveira, afirmou que a irmã foi ameaçada por seu ex-companheiro, pai da sua filha caçula, com quem se relacionou por aproximadamente dois anos. Ele não aceitava o fato de Priscila tê-lo colocado na Justiça para resolver a situação da pensão da criança.

Pablo disse, ainda, que a irmã foi agredida algumas vezes pelo ex-companheiro, mas não o denunciou, na época.

SONHO INTERROMPIDO

Nesta quarta-feira (6/2), a professora, que já trabalhava na área infantil, inauguraria sua própria escola, para crianças de até cinco anos, como sonhava. Contudo, por volta das 21h dessa terça, ela foi atingida com o disparo na cabeça, dentro de casa.

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