Comunidade da aldeia PANKARA realiza caminhada constra instalação de usina nuclear em Itacuruba/Pe - Observador Independente

Comunidade da aldeia PANKARA realiza caminhada constra instalação de usina nuclear em Itacuruba/Pe

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Na manhã desta quarta-feira (25), a Comunidade da Aldeia Pankara Serrote dos Campos de Itacuruba, Pernambuco, realizou uma caminhada contra a instalação de uma Usina Nuclear e em defesa das águas do Ri São Francisco. Itacuruba é banhado pelo Rio São Francisco.

Este Blog Geraldo José publicou no início de janeiro deste ano, que assunto de instalar uma Usina Nuclear no Nordeste continua na pauta dos gabinetes oficiais. Em todo o mundo, a tendência tem sido a de desativar as usinas nucleares.

O Governo Bolsonaro voltou a causar pânico aos ambientalistas. O Ministério de Minas e Energia (MME) declarou que pretende retomar o Plano Nacional de Energia 2030 onde está prevista a construção de quatro a oito usinas nucleares no País. 

Detalhe: Com exclusividade, o Blog apurou que um dos locais escolhidos é o Nordeste. Estudos oficiais apontam o municipio de Itacuruba, localizado em Pernambuco às margens do Rio São Francisco.

A professora Lucelia Leal, india Pankara, avalia o risco, que segundo ele é real. "É um projeto mortal para o rio São Francisco. O pior desta proposta, instalar a usina nuclear às margens de um dos principais rios brasileiros, o Rio São Francisco. Um acidente poderá, certamente, anular para sempre o sertão do São Francisco como o conhecemos e levar para as demais regiões o trauma de um possível crime ambiental".

A redação do Blog através de telefone fez contato com a Prefeitura de Itacuruba e aguarda a opinião do atual prefeito Bernado Maniçoba atualizando se já foi procurado para falar sobre o assunto com autoridades de Brasilia.

A reportagem deste Blog também ouviu a opinião de alguns moradores do município. Um dos contatos pediu para não ter o nome revelado. Ela declarou ser a favor da instalação da usina nuclear no município. 
Aqui na cidade vivemos em situação crítica financeiramente e a usina pode ser a garantia de geração de emprego e renda". A cidadã que mora em Itacuruba, entretanto, ressaltou que "mais de oitenta porcento da população é contra pelo medo de riscos de desastres e por isto não quero me identificar.
Uma outra fonte garantiu que o projeto deve seguir neste novo governo. "As cifras em dinheiro enchem os olhos do políticos e dos empresários que não manifestam a intenção em público de apoiar a instalação da Usina, mas aguardam a hora de garantir espaço. Existe em Brasilia uma bancada que foi chamada de bomba atômica".

O plano federal de expansão de energia por fonte nuclear passou os últimos anos na gaveta, por conta dos desdobramentos do acidente de Fukushima, no Japão, em 2011. Hoje o País conta com apenas duas usinas nucleares em operação, Angra 1 e 2, que respondem por 1,1% da geração nacional de energia.

A organização não governamental (ONG) ambientalista Greenpeace continua a acreditar que a fonte nuclear para geração de energia elétrica deveria ser descartada dos projetos de matrizes energéticas do Brasil. Os movimentos sociais ligados ao Vale do São Francisco declararam ser contra qualque projeto que ponha em risco a vida humana e o Rio São Francisco.

A redação do blog também enviou solicitação para o Ministério das Minas e Energia para esclarecer o Plano Nacional de Energia 2030, visto que nele consta a possibilidade de Itacuruba ser a escolhida.


Matéria origina Blog Geraldo José/Juazeiro / Crédito da foto :: Facebook


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