Cooperativa de agricultores familiares impulsiona economia em Manoel Vitorino - Observador Independente

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Mário

31 de março de 2019

Cooperativa de agricultores familiares impulsiona economia em Manoel Vitorino





Crédito da Foto: Divulgação - Na capital do umbu, pequenas agriculturas, se organizaram para produzir artesanalmente doces, compotas e geleias



Com uma realidade bem diferente das grandes cidades, os municípios do interior da Bahia têm boa parte de sua economia voltada para a agricultura familiar. Muitas famílias têm sua renda pautada na atividade de cultivo do solo e produção em sua própria terra, como acontece na cidade de Manoel Vitorino, a cerca de 400 km de Salvador.

Na região, a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (COOPROAF) tem um papel muito importante neste contexto. Por lá, agricultores familiares encontraram maneiras de potencializar a cadeia produtiva do umbu, fruto originário do semiárido nordestino.

Buscando apoiar a agroindústria na região, o governo do estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e em parceira com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), investiu em obras, assistência técnica qualificada e ações de comercialização na cooperativa.

A ação faz parte do projeto Pró-Semiárido, que integra um conjunto de compromissos do Governo da Bahia que se propõe a levar serviços e investimentos diretamente para a população, com foco nas áreas de pobreza rural. O projeto surgiu a partir de um acordo de empréstimo firmado com FIDA, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além da sede da COOPROAF, em Manoel Vitorino, mais duas filiais receberam investimentos do governo: uma na comunidade de Poço da Pedra, na mesma cidade, e outra na comunidade de Espírito Santo, no município de Mirante. Juntas, essas agroindústrias beneficiam diretamente cerca de 510 famílias residentes em 10 zonas rurais.

VITORINAS
Crédito da Foto: Divulgação

Em Manoel Vitorino, considerada a capital do umbu, um grupo de 24 mulheres, pequenas agriculturas familiares, se organizaram para produzir artesanalmente doces, compotas e geleias, para comercializar em cozinhas escolares e nas residências. Com êxito, inauguraram a Loja e lanchonete Vitorinas, um estabelecimento varejista de pequeno porte, que valoriza a produção local.

Para Marilda dos Santos, 37 anos, presidente da COOPROAF, o investimento do governo do estado ajudou ampliar a estrutura da loja. “A gente já tinha uma lojinha, mas ainda bem simples, e aí fez uma reforma. Melhorou muito as vendas. Trabalhavam duas pessoas, e atualmente, trabalham sete, só na loja. Na fábrica trabalham oito diretamente, e outras indiretamente”, disse ela.

Para chegar até as prateleiras da Vitorinas, há um longo processo: da colheita do umbu e outros frutos, até o processamento, que os transforma em produtos para comercialização. A pequena produtora ainda contou que a cooperativa tem contribuído para o impulsionamento da economia local.

“A maioria é dona de casa, então não tinham nenhuma atividade fora. Hoje, elas já conseguem retirar sua própria renda. E também ajuda a economia local. A gente recebe várias visitas de agricultores, estudantes e técnicos agrônomos que vem pra cidade conhecer o nosso trabalho”, declarou Marilda. Atualmente, o quadro social da COOPROAF é composto de 75% de mulheres.


Crédito das fotos :: Divulgação


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