Em Salvador, ciclovias na Avenida Paralela são aprovadas por ciclistas; “estrutura de primeiro mundo” - Observador Independente

Em Salvador, ciclovias na Avenida Paralela são aprovadas por ciclistas; “estrutura de primeiro mundo”

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Andar de bicicleta na Avenida Paralela, em Salvador, é uma aventura que muitos ciclistas evitavam, por causa do movimento intenso de veículos na maior via da capital baiana. Mas isso é coisa do passado! Agora, os atletas têm um espaço só deles, ao lado da linha 2 do metrô.

A ciclofaixa, com 12 km de extensão, foi entregue pelo Governo do Estado em parceria com a Companhia de Transportes do Estado da Bahia.

Os amantes da bicicleta têm 2,60 metros de largura à disposição ao longo da via, seguindo o padrão das pistas de Salvador. Com início na altura do Hospital Sarah até a Estação Mussurunga de Metrô, todo o percurso é sinalizado com marcos quilométricos e iluminação cênica e direcional em LED, além de postes a cada 22 metros. As pistas são integradas a todas as passarelas que ligam as estações de metrô e entornos, e atendem às normas técnicas de acessibilidade.

Para a segurança dos usuários, foram instalados elementos de proteção como barreiras, defensas metálicas e guarda-corpos. Os equipamentos esportivos integram o projeto paisagístico e urbanístico da Avenida Paralela proposto no Contrato de Concessão do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.

O projeto paisagístico da Linha 2 do metrô também incluiu a recuperação das lagoas artificiais do Imbuí e de Flamboyant, que são bolsões de retenção de águas das chuvas. Nelas, foi feita a renovação da fauna e plantas aquáticas, além do restauro de toda a área.

As obras do trecho compreendido entre as estações Pernambués e Mussurunga foram iniciadas em 2015, com licença ambiental concedida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), autarquia do Governo do Estado que regula intervenções no meio ambiente.

“A estrutura das novas ciclovias é de primeiro mundo. Essa na Paralela é ótima também porque tem barreiras que nos dá segurança, os carros não invadem e dá para a gente usar sem medo. É importante até a preocupação com o paisagismo porque torna nosso percurso mais agradável”, afirmou a ciclista Andreia Prates.

“Nós do Governo do Estado entendemos o sistema de transporte como um sistema em rede e de integração, por isso a importância das ciclovias, nesse contexto de modais integrados”, ressaltou o .presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello, acrescentando que isso é fundamental para a melhoria da mobilidade das metrópoles.

Ainda de acordo com Copello, por isso, além dos 12 kms de ciclovia da Linha 2, que representam um marco da integração com a cidade, as grandes avenidas já entregues ou em construção pelo Governo do Estado, também têm ciclovias, proporcionando uma infraestrutura que estimule esta prática saudável.

“Para tanto, as estações do Metrô dispõem de bicicletários gratuitos. A ciclovia da Linha 2 está integrada às ciclovias das avenidas Pinto de Aguiar, Orlando Gomes, 29 de Março e Gal Costa”, explicou.

Bicicletários

O incentivo ao uso da bicicleta é também para quem a utiliza como meio de transporte. Por isso, os usuários podem usufruir da intermodalidade e utilizar os bicicletários instalados nas estações Aeroporto, CAB, Imbuí, Detran, Acesso Norte, Bonocô, Retiro, Bom Juá e Pirajá. Outros sete bicicletários seguem em fase de implantação no sistema metroviário e o serviço é gratuito. Nos finais de semana e feriados, os ciclistas também podem embarcar nos trens com as bicicletas, seguindo as normas do modal.


Crédito das fotos :: Divulgação / GOVBA


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