Sampaoli deve repetir escalação em dois jogos seguidos pela 1ª vez - Observador Independente

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Mário

26 de março de 2019

Sampaoli deve repetir escalação em dois jogos seguidos pela 1ª vez

Técnico argentino jamais escalou o mesmo time da partida anterior desde que assumiu o Peixe. Contra o Red Bull, estratégia que deu certo no jogo de ida pode fazer a diferença.



Alexandre Guariglia



No último sábado, diante do Red Bull, o Santos não só conseguiu uma grande vantagem para a partida de volta, nesta terça-feira, às 20h, no Moisés Lucarelli, como também reverteu uma situação que indicava o início de uma má fase no clube: três partidas sem vencer, salários atrasados, atritos entre direção e comissão técnica, desfalques importantes e ressaca de uma goleada sofrida por 4 a 0 para o Botafogo. Tudo isso foi transformado em uma vitória por 2 a 0, no Pacaembu.

No jogo que decidirá a vaga para a semifinal do Paulistão, o técnico Jorge Sampaoli pode pegar todo esse cenário positivo e fazer algo inédito nesta temporada: repetir a escalação da partida anterior. Desde que estreou no amistoso diante do Corinthians, em Itaquera, o argentino jamais utilizou o mesmo time em dois duelos seguidos. Seja por desfalques, seja por opção.

Sem Derlis González, Soteldo e Cueva, jogadores que dariam alternativas interessantes e já mostraram ter funções importantes para o time em 2019, o comandante santista conseguiu, com a formação escolhida contra o RB, suprir essas ausências e criar um fator novo para superar os obstáculos impostos durante a última semana.

Como Antonio Carlos Zago faz seu time jogar de forma parecida com a do Santos, ou seja, com apreço pela posse de bola, pelo passe e pela movimentação constante dos homens de frente, Sampaoli armou uma arapuca. No lugar de manter o esquema que caracterizou o Peixe até aqui neste ano, decidiu esperar o adversário e marcar a saída de bola.

Essa armadilha surtiu efeito nos dois gols de Diego Pituca, tanto aquele que foi invalidado, por conta de posição de impedimento, quanto aquele que valeu, no segundo tempo. Em ambos os lances o time pressionou a defesa do RB Brasil e roubou a bola, surpreendendo e atacando em velocidade.

A opção pelo meio-campo forte, a esperteza de Rodrygo e o posicionamento de Sasha, segurando os zagueiros, acabou fazendo a diferença em um confronto que parecia ser o mais equilibrado da fase de quartas de final. Agora, em Campinas, a receita pode voltar a funcionar, uma vez que o time da casa terá de partir para o ataque para reverter a vantagem de dois gols, e deve deixar espaço para o Santos repetir o que deu certo no Pacaembu.


(Foto: Ivan Storti/Santos FC)Foto: Lance!

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