Alunos fazem protesto para denunciar abandono de colégio estadual em Feira de Santana - Observador Independente

Alunos fazem protesto para denunciar abandono de colégio estadual em Feira de Santana

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Segundo a professora Leileane Valverde, o colégio passa por essa situação porque não recebeu nenhuma verba em 2019.

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Os alunos do Colégio Estadual Uyara Portugual, que fica localizado no Conjunto Fraternidade em Feira de Santana, realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira (12) para denunciar as dificuldades enfrentadas no dia a dia escolar e problemas com relação a estrutura, falta de materiais didáticos e merenda.

Segundo a professora Leileane Valverde, o colégio passa por essa situação porque não recebeu nenhuma verba em 2019 e as ações emergenciais que estão sendo realizadas acontecem através de um pequeno fundo de recursos economizados no ano de 2018.
Estamos priorizando as partes emergenciais. Está faltando papel ofício, piloto, livros e alguns pavilhões estão sem funcionar devido a problemas na parte elética. Os ventiladores e as tomadas não estão funcionando. A quadra também está abandonada, 
afirmou.

A professora informou que a escola tem cerca de 20 salas e tem um total de 1.500 alunos. O horário de aulas foi reduzido pelo motivo da falta de merenda e muitos estão sem ir a escola porque não conseguem se concentrar nem ter bom rendimento nas aulas. O calor nas salas é insuportável.

A aluna Lorena Brito relatou que a escola está funcionando com muita dificuldade e através dos esforços dos professores que muitas vezes fazem vaquinha e levam materiais de suas casas pra poder trabalhar.
Resolvemos fazer esse protesto e parar as aulas porque está muito complicado estudar aqui, 
afirmou.

O aluno Valdeci Bispo também confirmou sobre os problemas na escola e destacou que além da falta de materiais, a unidade escolar está com janelas quebradas e o mato perto das salas está muito alto.


O mato já está da altura do muro e os professores estão sem os recursos básicos para dar aula. Aqui não funciona a sala de vídeo, o laboratório de informática, nem a biblioteca, 
comentou.

Segundo os alunos, no último mês praticamente não houve aula na escola. A instituição estava sem a merenda escolar e sem energia elétrica. Eles informaram que quando a merenda ainda era servida, apresentava-se de forma muito precária. Geralmente eram servidas bolachas secas acompanhadas de suco e raras às vezes cuscuz.

Os problemas na estrutura física do prédio também já ocasionaram um curto-circuito e um pavilhão chegou a ter um princípio de incêndio. Os alunos afirmaram que a direção até chamou um eletricista para avaliar a situação e o que precisava ser feito, mas a escola não tem recursos para pagar o serviço.

O Acorda Cidade entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação, através da assessoria de comunicação do Núcleo Terriotorial de Educação (NTE) e aguarda retorno.


Com informações e fotos do repórter Paulo José do Acorda Cidade

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