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Mário

16 de abril de 2019

Após ação contra a Crusoé, STF ordena buscas em seis estados sobre fake news


No esteio do inquérito que apura fake news contra ministros – e que abarcou a censura na segunda-feira (15) dos sites O Antagonista e Crusoé – foram autorizadas dez operações de busca e apreensão em seis estados do país. 

Segundo a coluna Painel, da Folha, na mira, computadores, telefones e documentos. Militares da reserva que pregaram o fechamento do STF entraram na linha de tiro, assim como alguns procuradores, que foram chamados a prestar depoimento.

As novas movimentações mostram que o inquérito aberto para apurar ataques à corte vai servir a vários flancos – e que ele marca novo patamar na tensão entre procuradores e o STF. Investigadores que acusaram o STF de pactuar com a corrupção serão ouvidos. 

Ainda segundo a coluna, no caso que envolve a notícia divulgada por Crusoé, procuradores que tiveram contato com o documento que cita o presidente do STF, Dias Toffoli, serão ouvidos. Ministros dizem que é preciso entender o timing da provocação que levou à menção e o vazamento e suas motivações.

Entidades e sócios e diretores de O Antagonista e da Crusoé classificaram a censura do STF como atentado à liberdade de imprensa e ato de intimidação judicial. A reportagem retirada dos sites dizia que não há imputação de crime ao presidente do STF na citação que chegou à Lava Jato.

Crédito da foto :: Fábio Campana

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