Rodoviários e amigos de casal de sindicalistas assassinado fazem protesto em Salvador para pedir Justiça; crime ocorreu há 9 anos - Observador Independente

Rodoviários e amigos de casal de sindicalistas assassinado fazem protesto em Salvador para pedir Justiça; crime ocorreu há 9 anos

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Paulo Colombiano e Catarina Galindo foram mortos em 2010, no bairro de Brotas. Cinco suspeitos de envolvimento no duplo homicídio respondem ao processo em liberdade.

Rodoviários, parentes e amigos do casal de sindicalistas Paulo Colombiano e Catarina Galindo, mortos em 2010, fizeram uma manifestação, na manhã desta sexta-feira (28), em Salvador, para pedir agilidade da Justiça para levar os suspeitos do crime a julgamento. O caso ocorreu há 9 anos.

Cinco pessoas suspeitas de envolvimento no duplo homicídio respondem ao processo em liberdade. O caso ocorreu na noite de dia 29 de junho de 2010, no bairro de Brotas.

Os manifestantes levaram faixas e ficaram em frente ao Fórum Ruy Barbosa, localizado no bairro de Nazaré. O grupo não ocupou a via de veículos e, por isso, não houve reflexos no trânsito.

Paulo Colombiano e Catarina Galindo faziam parte do Sindicato dos Rodoviários e foram assassinados quanto estavam a caminho de casa. Segundo consta no processo, Paulo havia descoberto irregularidades no contrato do plano de saúde do sindicato.

Dos cincos suspeitos de envolvimento no crime, dois são apontados como mandantes: os irmãos Claudemiro César Ferreira Santana e Cássio Antônio Santana. Eles são donos de uma empresa que prestava serviço ao sindicato dos rodoviários. Os dois chegaram a ficar presos por 20 dias, mas foram soltos para responder ao processo em liberdade.

Caso

Paulo Colombiano era tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários, e foi morto com a mulher após a realização de uma investigação interna relacionada a irregularidades no pagamento dos gastos com plano de saúde.

Paulo era o responsável financeiro do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, que tinha mais de 14 mil associados, 80 diretores e 52 funcionários. A folha de arrecadação é estimada em R$ 5 milhões por ano, verba atingida apenas com as mensalidades dos sócios.

Durante a investigação, a Polícia Civil informou que, desde 2005, a empresa prestava serviço de plano de saúde ao sindicato recebeu R$ 106 milhões da entidade. Colombiano desconfiou do pagamento de cerca de R$ 35 milhões da verba só com taxas administrativas. Ele teria encontrado dívidas junto ao INSS, FGTS e Receita Federal, e diminuído despesas geradas pela diretoria do sindicato.

Na noite do dia 29 de junho de 2010, ele e a mulher voltavam para casa, quando o carro em que estavam foi atingido por vários tiros. Os dois morreram na hora.

Depois dos assassinatos, foram contratados seguranças e instaladas câmeras para filmagem na sede da entidade.

Além dos donos da empresa que prestava serviço de plano de saúde ao sindicato, são apontados como envolvidos no crime três pessoas que trabalhavam na empresa na época do crime. Um teria participado da execução do casal e o restante acompanhou a rotina de Paulo e Catarina para que o assassinato pudesse ser cometido. Todos foram presos em 2012, mas não ficaram mais que 20 dias na cadeia.

Crédito das fotos :: Reprodução TV Bahia

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