Suspeita de dengue e viroses: unidades de saúde de Feira de Santana enfrentam superlotação e pacientes sofrem com demora no atendimento - Observador Independente

Suspeita de dengue e viroses: unidades de saúde de Feira de Santana enfrentam superlotação e pacientes sofrem com demora no atendimento

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Na policlínica do Tomba, segundo o administrador da unidade, José Pires, são cerca de 100 atendimentos por dia, só por suspeita de dengue.

A superlotação nas unidades de saúde de Feira de Santana está prolongando ainda mais o sofrimento de quem necessita de atendimento médico na cidade. Na tarde de ontem (5), a reportagem do Acorda Cidade esteve na policlínica do bairro Tomba e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Hospital Clériston Andrade e encontrou muita gente a espera, muitas delas, apresentando sintomas de dengue e de viroses.
Policlínica do Tomba (Foto: Ed Santos/Acorda Cidade)

Na policlínica do Tomba, segundo o administrador da unidade, José Pires, são cerca de 100 atendimentos por dia, só por suspeita de dengue. Entre adultos e crianças os pacientes apresentam sintomas como febre, dores no corpo e ânsia de vômito. “Nosso atendimento é de 280 a 300 pacientes por dia. Antes a média era de 180. Desses pacientes, de 80 a 100 estão com plaquetas baixas, ou seja, suspeita de dengue”, afirmou.

Segundo José Pires, outras unidades de saúde como o Hospital Estadual da Criança (HEC), pelo fato de priorizar o atendimento a pacientes graves, e a UPA do Clériston, não estão dando suporte nos atendimentos. “Hoje na UPA do Clériston não estava atendendo, assim como no Hospital Estadual da Criança (HEC), e isso nos acarreta. Por isso há superlotação no Tomba”, disse.

Edileane Souza, que mora no bairro Calumbi, estava com o filho de 11 meses aguardando atendimento na policlínica do Tomba. Ela já tinha passado pelo HEC, mas não conseguiu atendimento. “No Hospital da Criança ele passou pela triagem e falaram que era para trazer pra UPA, pois lá é só atende emergência e casos graves. Quando chegou aqui ele estava com mais de 39 graus de febre. O Hospital da Criança também estava cheio”, relatou.

Cristiane Nascimento Souza, que mora no Eucalipto, já tinha tentando atendimento para o filho no Hospital da Criança e na policlínica do Clériston, mas não conseguiu. "Eles estão jogando os atendimentos um para o outro. No HEC só estão colocando o termômetro".

Wellington Dias Magalhães, 38 anos, também recebeu atendimento na policlínica do Tomba com sintomas de dengue. “Estou com febre, calafrio, coceira, dores nos olhos e ânsia de vômito. Comecei a me alimentar hoje, pois estava sem comer nada”, relatou.

O movimento na UPA do Clériston também foi intenso. Erlândia da Paz, dona de casa e mãe de um garoto de três anos, informou que o filho tem sete dias com diarreia, dor de cabeça, febre, barriga inchada e vômito. Ela também esteve no HEC e não conseguiu atendimento. “Trouxe para ver se faz exame para descobrir o que é. No Hospital da Criança disseram que só atende de risco. Tem sete dias que ele tá assim, já levei na policlínica do Parque Ipê, chegou lá deu medicamentos e mandou pra casa, não fez nenhum exame. Ele chora com muita dor na barriga”, afirmou.

Nívia Mota de Souza levou o filho de 4 anos para UPA do Clériston. Ele apresenta vômito, diarreia e dor de barriga. “Ainda não sei o que é e já são sete dias hoje. Já levei no Hospital da Criança, mas não atendeu. Ele chora com a barriga doendo e eu fico sem saber o que fazer”, relatou.


Fonte: Acorda Cidade

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