Mais de um ano depois, morte de professora atropelada por médica no bairro Pituba, em Salvador, continua sem solução - Observador Independente

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Mário

11 de julho de 2019

Mais de um ano depois, morte de professora atropelada por médica no bairro Pituba, em Salvador, continua sem solução


BNews

Depois de quase um ano e quatro meses, e duas audiências, a morte da professora de dança Geovanna Alves Lemos, de 41 anos, segue sem solução. Ela foi morta no dia 15 de março de 2018 após a moto em que estava ser atingida bruscamente pelo carro, modelo Kia Sportage, conduzido pela médica Rute Nunes de Oliveira Queiroz, na Avenida ACM. No dia do acidente, a médica chegou a ser presa, mas foi liberada horas depois ao pagar fiança. Desde então, a família da vítima trava uma verdadeira batalha judicial.

No processo, o advogado da professora, Hermano Gottschall, defende que Geovanna foi assassinada pela médica que conduzia o veículo em alta velocidade fazendo uso de telefone celular, que teria sido comprovado por relatos de testemunhas, evidências constantes no inquérito policial e confirmado por laudo pericial da polícia técnica. Segundo ele, depois da colisão, Rute acelerou o veículo no intuito de evadir-se do local e acabou passando por cima do corpo da professora, que veio a óbito com severos traumatismos.

Apesar dos argumentos, o caso ainda continua a ser postergado. A primeira audiência foi realizada em fevereiro deste ano e a segunda no início do mês passado, nas quais, nada foi definido. Outra audiência já está marcada para o próximo dia 20 de agosto, às 9h, na 16ª Vara Criminal de Salvador, quando serão ouvidas as testemunhas de acusação.


A médica foi denunciada e responde a ação penal pública pelo crime de homicídio culposo, na forma do art. 302, do Código de Trânsito Brasileiro (Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor e deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à vítima do acidente). A médica foi enquadrada também no artigo 70, do Código Penal, por ter deixado de prestar socorro à vítima e pela tentativa de evadir-se do local do crime.

Nesta semana, a reportagem teve acesso às fotos públicas anexadas ao processo e que comprovam a gravidade do acidente que vitimou fatalmente a professora de dança. Nele, também consta imagens impublicáveis dos ferimentos sofridos por Geovanna, registradas durante o exame necroscópico, que de acordo com o advogado de acusação, comprova a versão de que a médica Rute Nunes passou com o carro por cima da vítima na tentativa de deixar o local.

A defesa dos familiares da vítima destaca que desde à época do acidente, nenhuma assistência foi prestada pela acusada Rute Nunes, seja financeira, médica ou psicológica, sendo que Geovanna era filha única de Glovildes Alves (“Vidinha”) e provedora da casa. Dois meses depois da morte da filha, a mãe da professora conversou com a reportagem  e falou da angústia de não ter respostas.

Uma ação cível corre, em paralelo à Ação Penal promovida pelo Ministério Público, uma Ação Cível de natureza indenizatória, em que visam os familiares, liderados por Glovildes Alves (“Vidinha”), reparação moral e material pelos danos sofridos com a morte de sua filha única. Uma nova audiência de instrução ainda será realizada antes do julgamento.

Fotos :: Reprodução
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