Sanfoneiro baleado em ação policial em Irece, e que matou dançarina de banda cearense é transferido para Salvador - Observador Independente

Sanfoneiro baleado em ação policial em Irece, e que matou dançarina de banda cearense é transferido para Salvador

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Foi transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, no fim da noite de sexta-feira (5), o sanfoneiro Eliedelson Possidônio, baleado em ação da polícia baiana que também feriu a tiros a cantora Joelma Rios e que causou a morte da dançarina Gabriela Amorim, todos integrantes da banda cearense Sala de Reboco, que estavam em um carro. A ação da polícia ocorreu na madrugada de sexta-feira, na cidade de Irecê, no norte da Bahia.

ASSISTA AO VÍDEO QUE DESMENTE A VERSÃO DA PM 

Eliedelson, que tem 32 anos, foi atingido por um tiro na perna direita e sofreu uma fratura exposta grau três, com comprometimento vascular, na altura da canela. Ele estava internado no Hospital Regional de Irecê, de onde saiu às 22h, em uma avião fretado pela família, com destino ao HGE, em Salvador.

Segundo a mãe do sanfoneiro, que acompanha o músico no hospital, Eliedelson está bem, consciente, conversando, mas destacou que a situação da perna é delicada. Gleidivaldo Possidônio, irmão do sanfoneiro, disse que ele corre risco de perder parte da perna.

O músico chegou a passar por uma cirurgia em Irecê, mas foi transferido para Salvador, porque deve passar por outro procedimento.

Uma câmera de segurança registrou trecho da perseguição policialque matou a dançarina e feriu o sanfoneiro e a cantora da Sala de Reboco.

As imagens mostram o momento em que o carro que transportava os integrantes da banda cearense passa pela via em alta velocidade.

De acordo com o horário mostrado no visor da câmera, a passagem do veículo foi à 0h23. Cerca de 13 segundos depois, uma viatura da polícia segue, também em alta velocidade, atrás do carro que a banda estava, uma SUV de luxo.

As imagens mostram ainda que um mototaxista que está parado no local e um pedestre se assustam com a passagem da polícia. Os dois, junto com um segundo mototaxista, observam a passagem da viatura da PM.

Uma segunda viatura que estava parada na via antes mesmo do carro com os membros da banda Sala de Reboco passarem também segue atrás do primeiro veículo da polícia.

Segundo relato do dono da banda, Antônio Neto Rocha, mais conhecido como Toinho Produções, quatro integrantes do grupo - duas dançarinas, o sanfoneiro e a cantora - e o motorista estavam em um carro, quando o veículo foi atingido por tiros disparados por policiais militares que os seguiam.

Por meio de nota, a PM lamentou a morte de Gabriela Amorim e afirmou que o Comando de Policiamento Regional da Chapada (CPR) instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias da ocorrência.

A Polícia Militar também contou que uma guarnição da unidade flagrou um veículo modelo Hilux SW4, de cor preta, trafegando na contramão, no centro do município de Irecê, e iniciou o acompanhamento ao perceber que o motorista permanecia com uma direção perigosa.

Posteriormente, ainda de acordo com a PM, foi formado um bloqueio na altura da Rua 1º de Janeiro, mas o condutor não teria respeitado o alerta de parada, e um novo bloqueio foi estabelecido por equipes do 7º Batalhão, desta vez na Avenida Santos Lopes.

A PM afirmou que mais uma vez o veículo não obedeceu à ordem de parada, manobrando perigosamente pelo acostamento e dando continuidade à fuga pelo centro da cidade, em alta velocidade, transitando pela contramão.

Após o carro ter furado os dois bloqueios, os policiais atiraram contra o veículo e abordaram os ocupantes. A nota da Polícia Militar ainda destaca que garrafas de bebidas alcoólicas foram encontradas no interior do automóvel.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que equipes da 14ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior de Irecê (14ª Coorpin) investigam as circunstâncias da morte de uma mulher e dos feridos.

O dono da banda cearense, entretanto, diz que o relato das vítimas contradiz a versão da PM. "Eles contam que a polícia seguiu eles com o carro apagado, sem o giroflex ligado, e em momento algum pediu que eles parassem o veículo", contou Antônio.

Crédito da foto :: Redes Sociais / Arquivo Pessoal

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