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11 de agosto de 2019

Após dois dias em corredor de hospital, avó de Michelle Bolsonaro é transferida



A avó materna da primeira-dama Michelle Bolsoaro, Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 78 anos, foi transferida para o Hospital de Base, após dois em uma maca improvisada nos corredores do Hospital Regional de Ceilândia, na periferia de Brasília. 

As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Ela deu entrada no hospital na quinta-feira (8) com suspeita de fratura no fêmur e ficou na maca até a noite deste sábado (10). Menos de uma hora depois de a Folha ter procurado o governo do Distrito Federal, a idosa foi transferida.

A assessoria de imprensa do Governo do Distrito Federal disse que o governador Ibaneis Rocha (MDB) estava acompanhando a situação e o hospital para onde Maria Aparecida foi transferida tem uma estrutura de pronto-socorro mais eficiente. A administração distrital informou também que ela já estava sendo atendida na unidade onde estava nos corredores.

Dona Maria Aparecida afirmou que se acidentou na manhã de quinta, na casa em que mora na favela Sol Nascente, também na periferia de Brasília. Uma de suas galinhas teria passado para a casa do lote ao lado.
Fui pedir à mulher para pegar a galinha. O pitbull avançou no portão. Se ele pega meu rosto, tinha acabado comigo. Aí, naquele susto, caí de costas. Caí, quebrei meu fêmur e estou no corredor de espera. Tem gente aqui que tem mais de 20 dias, 30 dias e não chama [para cirurgia]. Quanto mais eu, que estou com três dias, né?, 
disse Maria Aparecida à Folha na tarde deste sábado (10), deitada na maca.

De acordo com a reportagem, a avó de Michelle disse ao jornal não ter ocorrido nenhuma briga entre elas. 
Ela [se] afastou de mim. Não quis nada mais comigo. Era meu prazer se ela viesse, [mas] ela não vem não.
Maria Aparecida ainda revelou que uma de suas noras trabalha como babá da filha do casal presidencial, Laura, 8.
Quando ela morava no Rio, chamava minha filha, chamava a família toda para ir lá, não chamou nem eu, nem essa aí [Fátima, filha que a acompanhava no momento da entrevista], nem Aparecida, nem Gilmar, nem Gilberto, tudo meus filhos. Ela chamou o João, que é policial, com a mulher dele, o Tonho com a mulher dele, que é essa que trabalha lá para ela. Não chamou a gente, 
disse.

A Folha procurou na noite do sábado a assessoria de comunicação do Palácio do Planalto, que informou estar em busca de um posicionamento.



 Foto :: Valter Campanato/ Agência Brasil 

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