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11 de agosto de 2019

INJUSTIÇA @ Um mês após rompimento de barragem na BA, cerca de 160 famílias seguem desalojadas em cidades atingidas por desastre




Ruptura aconteceu no dia 11 de julho. Ninguém ficou ferido, mas centenas de pessoas precisaram sair de casa após inundação.

Um mês após o rompimento da barragem do Quati, que atingiu e inundou as cidades de Pedro Alexandre e Coronel João Sá, na região nordeste da Bahia, cerca de 160 famílias dos dois municípios ainda estão desalojadas ou desabrigadas.

De acordo com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), a maior parte dessas famílias é de Coronel João Sá: 130. Elas estão em abrigos porque tiveram as casas interditadas por risco de desabamento e/ou necessidade de reformas estruturais.

Conforme a Sudec, a prefeitura do município está retornando gradativamente às residências condenadas, para avaliar e verificar custos de viabilidade de reforma dos imóveis.

O processo de pedido do aluguel social foi iniciado por 102 famílias na última semana, mas deve contemplar todas as 130.

Moradores de Coronel João Sá iniciam evacuação da cidade após orientação do Corpo de Bombeiros por novo risco de rompimento de barragem — Foto: Alan Tiago Alves



Já em Pedro Alexandre, o número de famílias desalojadas é menor: aproximadamente 30. Ainda segundo a Sudec, essas famílias não estão em abrigos municipais, mas sim em casas de parentes.

A superintendência disse ainda que o aluguel social não foi solicitado, mas que a prefeitura está fazendo um levantamento sobre as famílias afetadas pelo rompimento da barragem.

Não há um prazo ou previsão de quando esses aluguéis devem ser disponibilizados, por conta do processo burocrático de cadastro das informações das pessoas. A Sudec detalhou que o valor depende da faixa de aluguel dos municípios e pode variar entre as duas cidades.

As prefeituras dos dois municípios chegaram a decretar situação de emergência e calamidade pública no mesmo dia do rompimento. A condição foi reconhecida pelo Governo Federal no dia 12 de julho, dia seguinte à ruptura.
Ao menos treze imóveis foram interditados na cidade de João Sá, após o rompimento da barragem em Pedro Alexandre — Foto: Alan Tiago Alves



Assistência

Segundo o site G1, tentou contato com os dois prefeitos, Pedro Gomes (Pedro Alexandre) e Carlos Sobral (Coronel João Sá), para falar sobre a situação das cidades, mas não obteve resposta.

A dona de casa Vilma Santos, moradora do povoado do Quati – onde a barragem rompeu –, conta que as famílias estão recebendo assistência. Ela não precisou sair da casa onde mora, mas a irmã dela perdeu quase tudo no imóvel.
A situação está ficando normal. Estamos recebendo assistência. Semana passada mesmo eu recebi uma cesta básica. Muita gente perdeu a casa inteira, como minha irmã, mas a gente está se virando em casa de parentes. Só as estradas que ainda não aprontaram, 
pontuou.

Na cidade de Coronel João Sá, a situação é parecida. Apesar de muitas famílias ainda estarem nos abrigos municipais, os moradores relatam que recebem assistência da prefeitura.
As pessoas ainda estão nos alojamentos. As casas, algumas foram demolidas para a construção de novas. Acho que todos receberam alimentos e cobertores de doações, 
descreveu Cristiano Pereira.

Algumas estradas da região ficaram destruídas depois de serem atingidas pela força da água. Ainda segundo os moradores, as estradas estão sendo reconstruídas.

Também na semana do rompimento, um grupo de 30 pessoas se reuniu para fazer o conserto da via, como forma de facilitar a entrega de doações após o rompimento da barragem do Quati.

Riscos
Bombeiros chegaram a isolar a área em torno do Rio do Peixe, que corta as cidades, por conta do risco de rompimentos de outras duas barragens — Foto: Reprodução / TV Bahia


Na época do rompimento, os bombeiros chegaram a isolar a área em torno do Rio do Peixe, que corta as cidades, por conta do risco de rompimentos de outras duas barragens.

A Sudec informou que relatórios e notas técnicas sobre as duas barragens foram entregues, solicitando que as administrações municipais fizessem ajustes e reparos. No entanto, a superintendência informou que os documentos são recomendações e que não têm prazo para serem atendidos.



Fotos :: Reprodução / TV Bahia / Matéria do G1/Bahia

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