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12 de setembro de 2019

CPI de Brumadinho pede indiciamento de diretores da Vale por "cegueira deliberada"



A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Brumadinho, que terminou nesta quinta-feira (12/9), pediu o indiciamento da diretoria da Vale e outros funcionários por homicídio doloso eventual, quando a pessoa assume o risco de que mortes ocorram. No relatório final da CPI, feito pelo relator André Quintão (PT), foi apurado que houve "cegueira deliberada" pela mineradora.


A decisão foi divulgada após seis meses de investigação pela comissão, que foi criada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O rompimento da barragem ocorreu em janeiro deste ano e quase 250 pessoas foram mortas no acidente, além de 21 que continuam desaparecidas.

De acordo com informações do Uol, foi pedido o indiciamento do ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman e do ex-diretor-executivo Peter Poppinga, que ocupavam a chefia no período da tragédia. A CPI também pediu que fossem responsabilizados a responsável técnica da barragem que ruiu, Cristina Malheiros, e os engenheiros da TUV Sud Makoto Namba e André Jum Yassuda, que assinaram o laudo de estabilidade da barragem. 

Além destes, a gerente de estrutura da Vale, Marilene Araújo, o geólogo Cesar Grand Champ, os gerentes Alexandre Campanha, Rodrigo de Melo, Joaquim de Toledo e Renzo Carvalho, e os diretores Silmar Magali e Lúcio Flávio Gallon Cavalli também devem ser indiciados, completando as 13 pessoas que tiveram o pedido de indiciamento por homicídio doloso eventual. 

Com aproximadamente 300 páginas, o relatório da investigação foi aprovado por unanimidade pelos sete membros da CPI. Ainda segundo o site de noticias, a peça será encaminhada para a mesa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e não precisa passar por votação no plenário. Agora, a recomendação será feita ao Ministério Público (MP), que não tem prazo para resolver se abre uma investigação ou se arquiva a sugestão.

O relator pede também indenizações para as vítimas e os municípios afetados, além de recomendar aos órgãos públicos que tomem medidas para evitar novos desastres.

Em nota encaminhada ao Uol, a Vale afirmou que "discorda" do indiciamento de empregados da companhia feitos "de forma verticalizada, com base em cargos ocupados". A empresa ainda disse que é "fundamental que haja uma conclusão pericial, técnica e científica sobre as causas do rompimento B1 antes que sejam apontadas responsabilidades". 

Também por meio de nota, a TUV Sud informou que não comentaria o relatório da CPI, por causa das investigações. "A empresa reitera que tem cooperado com as autoridades para o esclarecimento das circunstâncias do colapso da barragem".



Crédito da Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

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