Salvador terá Bienal homossexual em 2020, diz ACM Neto. A resposta do povo será nas urnas - Observador Independente

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10 de setembro de 2019

Salvador terá Bienal homossexual em 2020, diz ACM Neto. A resposta do povo será nas urnas



'Somos a cidade da diversidade. Aqui é proibido censurar', afirmou o prefeito de Salvador. Última edição da Bienal do Rio teve tentativa de apreensão de livro que o prefeito Marcelo Crivella considerou 'impróprios' por conter beijo gay.



O prefeito ACM Neto (DEM) anunciou, nesta terça-feira (10), que Salvador terá Bienal do Livro em 2020. A divulgação foi feita durante coletiva realizada no novo Centro de Convenções da capital baiana, onde o evento literário deve ser realizado.

"A Bienal 2020 será a maior de todos os tempos, em todo o Brasil. Ela vai acontecer aqui no Centro de Convenções. Sei que essa disputa saudável com o Rio de Janeiro sempre aconteceu, eu adoro o Rio, mas sempre que eu puder puxar a sardinha para o meu lado, eu vou puxar. O Brasil inteiro, a partir de hoje, fica sabendo que ano que vem não será no Rio, será na primeira capital do Brasil", disse o prefeito durante o anúncio.

Apesar de ACM Neto falar em disputa com o Rio de Janeiro, a Bienal do Livro do Rio acontecerá normalmente em 2021, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). O Snel disse ainda que o evento será entre os dias 3 e 12 de setembro, no Riocentro.

"A Bienal acontece sempre, em todos os anos ímpares no Rio [de Janeiro], e nos anos pares em São Paulo. Agora nós teremos uma edição nova em Salvador, no ano que vem. A Bienal do Rio 2121 vai acontecer normalmente. Todas as cidades podem fazer feira de livros, mas a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, em 2121 está mantida, assim como a de São Paulo em 2020", informou o Snel por meio da assessoria de imprensa.

A Câmara Brasileira do Livro, que organiza a Bienal de São Paulo, também confirmou, e disse que o evento ocorrerá normalmente de 30 de outubro a 8 de novembro de 2020, no Expo Center Norte.


A última edição da Bienal do Livro em Salvador foi em 2013. Ainda durante o anúncio, o prefeito citou autores baianos e falou sobre o orgulho em receber o evento.

"Tenho certeza que a Bahia de Gregório de Matos, João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado, Myrian Fraga e de tantos outros talentos literários vai ficar orgulhosa em receber esse evento que está fora do nosso calendário cultural desde 2013".

No Rio, prefeitura tentou apreender livros

Durante o anúncio, ACM Neto escreveu, nas redes sociais, que Salvador é "a cidade da diversidade" e que "aqui é proibido censurar".

"Já temos um grande evento confirmado para acontecer no Centro de Convenções de Salvador: a Bienal do Livro 2020. Somos a cidade da diversidade. Aqui é proibido censurar", escreveu ACM Neto.

O prefeito de Salvador não informou a quem se referia, mas a última edição da Bienal do Rio, que começou em 30 de agosto e terminou no último domingo (8), ficou marcada por uma tentativa do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, de apreender um livro de história em quadrinhos que ele considerou "impróprio" por conter uma imagem de um beijo gay, na sexta-feira (6).

O portal G1 perguntou à assessoria do prefeito do Rio se ele pretende se manifestar sobre o comentário de ACM Neto, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A edição da Bienal do Rio deste ano, que começou em 30 de agosto e terminou no último domingo (8), teve 600 mil visitantes, um número menor que na edição anterior, em 2017, que chegou a 680 mil. Apesar disso, o número de livros vendidos foi maior: 4 milhões de exemplares – cerca de 400 mil a mais que em 2017.

Na sexta-feira (7), um dia após o anúncio de recolhimento dos livros, os exemplares da obra se esgotaram em 40 minutos, e fiscais da prefeitura foram até o evento buscar outras publicações com conteúdos impróprios. Na tarde do mesmo dia, fiscais da prefeitura estiveram no evento para identificar e lacrar livros considerados "impróprios".

A partir disso, a Bienal conseguiu uma liminar para impedir a recolha, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) autorizou, e o STF impediu a apreensão dos livros. Durante a noite, a organização do evento conseguiu uma liminar judicial que impedia a prefeitura de apreender livros em função de conteúdo LGBT.



Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

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