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11 de outubro de 2019

MP investiga ataques criminosos na Bahia e diz que atos podem ser enquadrados na Lei de Segurança Nacional




Procurador de Justiça negou paralisação dos PMs e disse que há movimentação de algumas pessoas para gerar sensação de insegurança no estado.


O Ministério Público da Bahia (MP-BA) divulgou, em uma coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (11), que investiga os ataques criminosos que aconteceram nos últimos três dias no estado e disse que os atos podem ser enquadrados na Lei de Segurança Nacional.

De acordo com o procurador de Justiça Geder Gomes, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp), os atos feitos durante a paralisação de um grupo de policiais representam risco da ordem política e social, que podem causar mortes e lesões corporais.

Segundo o procurado, na Lei de Segurança existem penas para crimes como assumir o controle de veículos de transporte coletivo, com ameaça e violência, que podem chegar a 30 anos de prisão.

O procurador de Justiça negou que os policiais militares estejam fazendo paralisação e disse que há uma movimentação de algumas pessoas em atos isolados para gerar sensação de insegurança.

"Existem casos isolados, como os que aconteceram ontem à noite na suburbana envolvendo um ônibus e, inclusive, a prisão de um indivíduo identificado como soldado Prazeres e, a partir daí, a constatação de que algumas pessoas estão agindo, colocando as pessoas [população] em uma situação de insegurança".

Geder Gomes informou que equipes do Ministério Público vão tomar medidas criminais e civis após a análise dos ataques.

"Não tem porquê estarmos aterrorizados, não tem porquê agirmos ou termos uma sensação de insegurança que, de fato, não está em nenhum momento acima da normalidade", contou.

Ataques

Os crimes começaram ainda na noite da terça-feira (8), horas depois da divulgação da paralisação de um grupo de PMs. Houve ataques em Cosme de Farias, Liberdade, Cajazeiras VIII e X, Mussurunga, Caminho de Areia, Calçada e outros bairros da cidade.

Na quarta-feira, um ônibus foi atravessado por homens armados em uma pista marginal da Avenida Paralela [veja no vídeo acima], e estabelecimentos comerciais foram arrombados e saqueados no bairro de Tancredo Neves. No mesmo local, uma viatura da PM foi alvejada por tiros. Não houve feridos.

Na noite de quinta-feira (10), um soldado da PM foi preso após ser baleado em um confronto com policiais militares, na Avenida Afrânio Peixoto, mais conhecida como suburbana. A Secretaria de Segurança Pública informou que o confronto aconteceu no bairro de Itacaranha após homens atravessarem um ônibus do transporte público e um micro-ônibus nos dois sentidos da via.

Horas antes, um outro ônibus foi atingido por tiros na Rua Régis Pacheco, no bairro do Uruguai. Ninguém ficou ferido.

O que diz a SSP e a Aspra

A Secretaria de Segurança Pública informou que os ataques criminosos que aconteceram nos últimos dias em Salvador, após o anúncio de paralisação de um grupo de policiais militares são investigados pela Polícia Civil .

Ainda segundo a SSP, há indícios de que as ações foram feitas por pessoas ligadas à Associação dos Policiais Militares e Seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), que convocou a paralisação dos PMs. Ainda de acordo com a secretaria, os ataques foram coordenados para gerar sensação de insegurança na capital e no interior do estado.

Em nota, o deputado estadual Prisco, que coordena a Aspra e a paralisação de um grupo de PMs, rebateu a SSP e disse que o órgão "tenta criminalizar a mobilização de policiais e bombeiros militares da Bahia".



G1 Fotos ::: Henrique Mendes / Raphael Marques/TV Bahia

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