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7 de novembro de 2019

Com vídeo de Olavo de Carvalho contra comunismo, encontro reúne conservadores no Recife



Palestra de Olavo de Carvalho na abertura do encontro de conservadores.


A primeira edição do Fórum dos Conservadores do Nordeste foi aberto na manhã desta quinta-feira (7) no Recife. Alinhado à direita, o fórum tem como tema “Muda Nordeste” e deve reunir até sexta-feira (8), no Hotel Grand Mercure, em Boa Viagem, militantes conservadores, jornalistas, empresários e simpatizantes da ideologia. A abertura da conferência contou com a participação do escritor Olavo de Carvalho, que, em vídeo, apresentou um discurso centrado no “combate ao comunismo”. Atualmente, o líder conservador mora na Virgínia, nos Estados Unidos.

O discurso de abertura, feito por Olavo de Carvalho, pregou uma “rejeição ao comunismo sem nenhum respeito às pessoas que o defendem”. “Qual o mérito de ser moderado quando o que está contra nós é o regime mais assassino, genocida e cruel de todos os tempos?”, questionou Olavo. "Qualquer moderação nesse cenário é sinônimo de covardia e mal-caráter", completou.

No vídeo, Olavo não falou sobre questões relacionadas diretamente à região Nordeste, tema central da Conferência. “Completamente alinhada ao governo Jair Bolsonaro”, a organização do evento espera debater temas como a “preservação da moral, da família e do conservadorismo”. De acordo com Alexandre Carvalho, um dos organizadores do evento, “o movimento surge da necessidade de se resgatar conceitos que fizeram parte da nossas vidas”. “Ao contrário do que muitos pensam, o conservadorismo não é uma visão arcaica e antiquada”, disse Alexandre.

"Durante décadas o termo 'conservadores' era praticamente proibido. O máximo do antipetismo e do anticomunismo era o liberalismo, uma postura que se apresenta como moderada", afirmou Olavo de Carvalho na gravação. Ele também questionou a existência de um regime democrático no Brasil. Para sustentar a tese, argumentou que "há uma ausência de teses 'anti-comunistas' nas universidades brasileiras".

Ao falar sobre o regime militar, o escritor fez referência ao deputado federal Ivan Valente (PSOL/SP) e afirmou que os militantes oposicionistas "não eram vítimas de uma ditadura, mas representante da ditadura mais ferozs de um continente, a cubana". "Era pra essa ditadura que seus 'Ivans valentes' trabalhavam". Na época do regime, Ivan Valente era militante do Movimento de Emancipação do Proletariado (MEP) e chegou a ser preso em 1977.



Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco./Folha-PE

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