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15 de novembro de 2019

Vítima de queda de avião que estava no Hospital Municipal de Salvador é transferido para o HGE



Segundo Sesab, homem tem 30 anos e foi deslocado entre as duas unidades na noite da quinta-feira (14), horas após o acidente.



Um dos nove feridos na queda de uma aeronave que também provocou a morte de uma mulher, no distrito de Barra Grande, no município de Maraú, no baixo sul da Bahia, foi transferido do Hospital Municipal de Salvador para o Hospital Geral do Estado (HGE), na capital baiana, na noite da quinta-feira (14), poucas horas após o acidente.

As informações foram divulgadas na manhã desta sexta-feira (15) pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). O HGE é referência em trauma e um dos poucos equipamentos do Brasil dotados de centro cirúrgico e UTI especializados no atendimento a vítimas de queimaduras.

A vítima transferida é um homem de 30 anos. O estado de saúde e a identidade dele não foram detalhados. Esta foi a segunda vez que o paciente foi transferido no mesmo dia.

O homem e os outros oito feridos no acidente foram atendidos inicialmente em um posto de saúde em Maraú. Eles foram levado para Salvador durante a tarde, em um avião e dois helicópteros do Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer).

Além do homem que foi transferido para o HGE na noite de quinta, outros cinco feridos estão na unidade de saúde, dois homens estão no Hospital Municipal de Salvador e uma mulher está do Hospital do Subúrbio, que também fica na capital baiana.

No HGE estão internados:

Fernando Oliveira Silva, de 26 anos
Marrie Cavelan, de 27 anos
Eduardo Trajano Teles, de 38 anos
Eduardo Mussi, que é irmão do deputado licenciado Guilherme Mussi
Menino de 6 anos
Homem de 30 anos

No Hospital do Subúrbio está Maysa Marques Mussi, que é casada com Eduardo Mussi. As vítimas internadas no Hospital Municipal não tiveram o nome divulgado. A previsão da Sesab é que os três também sejam levados para o HGE.

Em contato na quinta-feira, a assessoria de imprensa do deputado Guilherme Mussi informou que ele estava a caminho de Salvador para acompanhar de perto o estado de saúde dos familiares.

A mulher que morreu no acidente era jornalista e irmã de Maysa Marques Mussi. Ela foi identificada como Marcela Brandão Elias. O menino internado no HGE é filho dela.

Entre as vítimas também está o ex-piloto de Stock Car, Tuka Rocha. Ele já havia escapado de um grave acidente durante uma competição da Stock Car, em 2011, no Rio de Janeiro.

Acidente

Segundo informações da assessoria de comunicação da prefeitura de Maraú, o acidente ocorreu pouco depois das 14h da quinta-feira, em uma pista de pouso em um resort desativado.

A aeronave, um jato executivo, decolou do aeródromo de Jundiaí (SP), às 11h, com destino a Maraú, segundo informações da Voe SP, que administra o terminal, e da Força Aérea Brasileira (FAB).

A Voe SP informou que a aeronave ficava em um hangar e teve a autorização para decolar porque não houve nenhuma comunicação de anormalidade por parte da equipe técnica responsável.

Conforme registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aeronave, um bimotor Cessna C550 fabricado em 1981, de prefixo PT- LTJ, é do empresário José João Abdalla Filho e está em situação regular.

Investigação

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que equipes da Delegacia Territorial de Maraú realizaram os levantamentos iniciais para apurar a queda do avião.

A FAB disse que investigadores do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA II), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), irão se deslocar para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave.

Conforme a FAB, a Ação Inicial é o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos.

A investigação realizada pelo CENIPA, explica o órgão, tem o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram.

"A necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes garante a liberdade de tempo para a investigação. A conclusão de qualquer investigação conduzida pelo CENIPA terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade do acidente", informa trecho da nota divulgada pela FAB.



Foto: João Souza/G1

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