Após 21 dias, grupo que ocupava prédio do Hospital Couto Maia em Salvador é retirado do imóvel em ação policial - Observador Independente

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20 de dezembro de 2019

Após 21 dias, grupo que ocupava prédio do Hospital Couto Maia em Salvador é retirado do imóvel em ação policial




Segundo uma das integrantes do grupo envolvido na ocupação, policiais militares chegaram no local durante a madrugada desta sexta-feira (20). Região foi isolada.



O grupo que ocupava há 21 dias o prédio do Hospital Couto Maia, na Cidade Baixa, em Salvador, foi retirado do local durante uma operação policial realizada na madrugada desta sexta-feira (20). Na ação, o acesso ao redor do imóvel e ao interior foi bloqueado.

Segundo relatos de uma das integrantes da ocupação, o grupo dormia no momento em que policiais militares chegaram no local, por volta das 4h30. Eslane Paixão conta que os agentes chegaram a usar gás de pimenta na ação.

Além de adultos, crianças também estavam no local. Segundo Eslane, a maioria dos ocupantes não tem para onde ir. Até por volta das 6h30, o grupo seguia na frente ao prédio do hospital. Toda a região está cercada por policiais militares.

"Entraram sem nada, invadiram, sem nenhuma justificativa. Pegaram a gente de surpresa. A gente está na rua. Ainda estamos tentando pegar as coisas", contou Eslane.

Ocupação


Chamada de Maria Felipa (em referência à marisqueira que, em 1822, liderou mulheres negras e indígenas contra os portugueses na luta pela independência), a ocupação começou no dia 30 de novembro.

Ao menos cem famílias, incluindo de integrantes de movimentos sociais, que moravam de aluguel ou de favor na região estavam no local. Eles estavam abrigados no local onde funcionava a área administrativa do hospital.

Durante a ocupação, as famílias espalharam colchões pelo local, usavam armários e levaram até um fogão para uma das salas. O grupo pede melhores condições de moradia e a recuperação do hospital que prestava serviços de saúde para a população.

A unidade de saúde foi transferida para o bairro de Cajazeiras II, também em Salvador, em julho de 2018. À época, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) disse que ia ser construída uma nova unidade no local, contudo, o local ficou fechado.

O Hospital Couto Maia existe há quase 170 anos e foi construído para ser uma unidade de isolamento para atender pacientes com febre amarela vindos de navios mercantes. Com o tempo, se transformou em uma referência no tratamento de doenças infecciosas e parasitárias. Chegou a atender mais de 1,5 mil pessoas por dia.



Foto: Dalton Soares/TV Bahia

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