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4 de dezembro de 2019

Auxiliares e técnicos de enfermagem do HGV de Recife paralisam atividades por conta de condições do prédio




Auxiliares e técnicos de enfermagem do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro da Caxangá, no Recife, paralisaram as atividades, nesta quarta-feira (4), por conta da situação estrutural da unidade. Algumas instalações já foram interditadas pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE). 

Apesar de descartado o risco iminente de queda por parte do Crea, médicos, enfermeiros, técnicos e outros profissionais estão em pânico. A categoria disse que só volta às atividades se a direção do hospital negociar novas condições de trabalho. O grupo fez o protesto na frente do hospital. O trânsito somente foi liberado por volta das 10h, para uma reunião dos manifestantes com a direção.

Francis Hebert, do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Satenpe), disse que a categoria está fazendo o movimento para evitar tragédias em virtude de um desabamento. 

"Estamos fazendo o movimento para salvaguardar vidas, seja a vida de nossos profissionais, seja da própria sociedade. Para você ter ideia, o bloco que está interditado parcialmente tem quinze pacientes e eles correndo risco iminente de morte. Então, o que a gente precisa é definição para esse bloco ser interditado por definitivo. Que não funcione da forma que está. A vida dos profissionais e pacientes está em jogo. O bloco todo sustentado e vai ruir", ressaltou.

Hebert disse, ainda, que a categoria vem monitorando a situação estrutural do HGV desde 2004. "Ele já foi escorado, apresentou rachaduras e recebeu obras paliativas. Na madrugada da quarta-feira, novas rahaduras e estrondos. De lá para cá, temos avisado ao Ministério Público, ao Cremepe, ao governo, mas ninguém tomou providência e nós, técnicos de enfermagem, queremos a interdição do bloco por total."

As duas promotorias de Saúde do Ministério Público de Pernambuco instauraram inquérito civil para coletar informações. Na última sexta-feira, foi interditado totalmente o Bloco G3 e o centro cirúrgico funciona de forma parcial apenas para emergências e urgências, após funcionários e pacientes ouvirem estalos e sentirem tremores na estrutura do prédio.

A Secretaria estadual de Saúde informou que "para minimizar os transtornos, está em planejamento um novo cronograma de cirurgias. Também está sendo feita a realocação do ambulatório para os outros consultórios em funcionamento. Todos os procedimentos desmarcados estão sendo devidamente reagendados pela direção da unidade."

Além do isolamento preventivo e provisório, novas análises estão sendo realizadas para averiguar a situação e dados devidos encaminhamentos, afirmou a SES. "Sobre o escoramento recomendado pela Defesa Civil, a SES já iniciou os trâmites de contratação da empresa e o trabalho será iniciado nos próximos dias. A Secretaria também está trabalhando em um estudo de intervenção para resolver definitivamente os problemas de acomodação estrutural do Bloco G da unidade". A secretaria afirmou ainda que os laudos apresentados até agora atestam a segurança da estrutura.




Foto: Ana Carolina Guerra / Diário Pernambuco

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