Meta da SSPDS é elucidar, pelo menos, 50% dos homicídios no Ceará - Observador Independente

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31 de dezembro de 2019

Meta da SSPDS é elucidar, pelo menos, 50% dos homicídios no Ceará



Em entrevista exclusiva ao Sistema Verdes Mares, o secretário André Costa revelou as metas de redução de crimes e resolução de homicídios da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) para o próximo ano.



Menos crimes e mais punições. O planejamento da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) para 2020 é direto e pensado para acontecer por meio de uma série de investimentos. A criminalidade que assola o Estado do Ceará, principalmente por meio das ações das facções criminosas, deve continuar a ser combatida de frente pelos agentes de segurança.

Foram, aproximadamente, 2.220 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) e 47 mil Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPs) no Ceará, neste ano de 2019. Em entrevista concedida ao Sistema Verdes Mares, o titular da SSPDS, André Costa, falou sobre as ações pensadas em prol da Segurança Pública para o ano que se aproxima. O secretário pontuou que 2019 é um ano que finaliza de forma positiva para a Pasta e a ser tomado de exemplo para aperfeiçoar os resultados que virão.

Atualmente, de acordo com a Secretaria, cerca de 40% dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no Estado são elucidados. Há dois anos, o índice estava em torno de 25%. Para 2020, o desafio é superar os 50% de resolubilidade dos CVLIs a partir da adoção de uma série de estratégias.

"Para chegar aos 50%, a SSPDS planeja ter mais investigadores e ampliar o trabalho pericial. Aumentar também o quantitativo de policiais militares nas ruas. Temos hoje na ativa aproximadamente 19 mil militares, 3.700 policiais civis, 1.700 bombeiros (este o maior efetivo da história) e 450 na Perícia Forense. Em janeiro o governador deve anunciar as melhorias salariais para os servidores da Segurança. Devemos ter mais concursos públicos. Vamos primeiro definir as melhorias salariais e depois ver as contratações, os novos servidores", afirmou Costa.

O secretário considera que o efetivo atual da PM é adequado, mas no futuro próximo precisa ser aumentado para repor as saídas e suprir projetos de ampliação, como a extensão do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) a mais cidades do interior e instalação de novas bases do Programa Proteger, onde são colocadas equipes fixas da PMCE em territórios historicamente disputados por organizações criminosas rivais.

Outra meta traçada pelas autoridades é permanecer reduzindo os índices de homicídios e roubos. Conforme o secretário André Costa, 2019 será encerrado como o ano com menor número de homicídios em toda a década do Estado. Agora, o mínimo pensado pelos agentes é baixar os números em 7% a cada ano.

"A gente insere nas metas que são pagas aos policiais, por território, por região e para todo o Estado, a meta de 7% em CVLI e roubos. Trabalhamos com essa meta para, pelo menos, conseguir manter esse patamar de redução e que seja uma diminuição constante, sólida, e não aquele coisa de um ano cai e outro ano sobe. Ressaltando que essa meta de 7% ao ano corresponde ao dobro da meta nacional, que é de 3,5%, conforme estudo do Governo Federal levando em conta indicadores da América Latina", ponderou o titular da SSPDS, André Costa.

Facções

Em relação à presença das facções criminosas no Estado, o secretário destaca que, em 2019, os faccionados deixaram de usar o Sistema Penitenciário como um ponto de onde partiam os comandos para cometer crimes nas ruas.

O isolamento das lideranças nos presídios atrelado ao trabalho de investigação e recuperação de ativos aos bens que pertenciam a estes grupos vem fazendo com que eles percam força. De acordo com o gestor, nos dois últimos anos as autoridades conseguiram recuperar mais de R$ 83 milhões de ativos.

À facção local Guardiões do Estado (GDE) foi dada atenção especial por ter sido este grupo a protagonizar maior parte dos ataques ocorridos por todo este ano. "Por mais que puxem alguém para ocupar um cargo de chefia em um grupo desse, não tem a mesma liderança, o mesmo reconhecimento daqueles criminosos que aquela pessoa merece ser seguida. Se estancou o crescimento e tem havido um decréscimo. Pessoas que buscam sair do mundo do crime", disse André Costa.

O secretário reforçou o compromisso de "forçar a redução dos índices de violência e exercer atuação mais firme, mais rígida nas ruas" se comprometendo a permanecer à frente do cargo ao longo do ano que se aproxima.



Foto ::: Thiago Gadelha 

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