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4 de janeiro de 2020

Famílias em vulnerabilidade social recebem visita de técnicos de três secretarias da prefeitura de Feira de Santana



Todas as famílias recebem o benefício do Bolsa Família.




Uma equipe formada por técnicos das secretarias de Habitação, Saúde e Desenvolvimento Social da Prefeitura de Feira de Santana realizou uma visita técnica a aproximadamente 10 famílias que estão em vulnerabilidade social no bairro Lagoa Salgada.

A equipe formada por assistentes sociais, educadores sociais, enfermeira e tendo a frente o diretor do Departamento da Proteção Social da Sedeso, Cristiano Queiroz fez a visita técnica para identificar a situação de cada uma das famílias daquele bairro.

O carregador Márcio de Jesus mora em um barraco na localidade e disse que a situação piora quando chove. Ele declarou que não tem para onde ir e tira o seu sustento trabalhando no serviço de carga e descarga no Centro de Abastecimento.

“Não tenho como sair daqui e nem como pagar aluguel. Me cadastraram em alguns projetos, mas ainda não consegui nada”, disse.

Mãe de seis filhos, a moradora Fabiana Pureza, relato que apesar das dificuldades encontradas, ela não pretende deixar o local. Ela informou que cria alguns animais e trabalha com reciclagem.

“Não tenho como sair daqui porque eu tenho meus animais e meus materiais de reciclagem. Eu vivo aqui com meus filhos e se for para outro lugar não tenho como levar o cavalo que me ajuda no trabalho”, observou.

A psicóloga Elisangela Bullos trabalha no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS). Ela explica que os moradores não querem deixar o local por vários motivos, mas todos são assistidos e tem encaminhamentos da secretaria de habitação e Defesa Civil. Além disso, todos recebem o benefício do Bolsa Família.

“Eles tem resistência em sair. Tivemos inclusive uma demandaria que recebeu uma casa do Programa Minha Casa Minha Vida e não teve interesse em se mudar. Ela alegou que lá não teria condições de criar animais”, explicou.

O diretor do Departamento de Proteção Social da Sedeso, Cristiano Queiroz explica o que pode ser feito pelas famílias em situação de vulnerabilidade detalhes dessa visita.

“A gente veio fazer as verificações técnicas para que a gente possa ver o que podemos fazer a respeito dessas famílias. Foi sinalizado por elas um local para plantar e criar os animais. Todas são assistidas e recebem os benefícios. Mas, a gente precisa atuar de uma maneira mais significativa na vida dessas pessoas. Vamos buscar alternativas, para tirá-las dessas condições”, ressaltou.

Participaram também dessa visita o chefe de Proteção Social especial da Sedeso Roque Moraes, a enfermeira referência em anemia falciforme Luciana Lima e a presidente do conselho das comunidades negras, Lurdes Santana.




Fotos :::: Ney Silva/Acorda Cidade / Acorda Cidade

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