Advogado é preso em Salvador em ação contra golpe milionário em plano de saúde - Observador Independente

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10 de fevereiro de 2020

Advogado é preso em Salvador em ação contra golpe milionário em plano de saúde



Outro alvo da operação foi Márcio Duarte de Miranda, genro da desembargadora do TJ-BA Maria do Socorro, já preso desde novembro, na Operação Faroeste.




O advogado Daniel Ângelo de Paula foi preso em Salvador hoje (10), em uma operação para desarticular uma quadrilha suspeita de aplicar um golpe milionário contra uma empresa de plano de saúde, a Unimed de Petrópolis (RJ).

A operação "Palhares" é comandada por agentes da Delegacia de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, e promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro. 

No total, foram cinco mandados de prisão expedidos. Até o início da manhã, de acordo com o G1, além de Daniel, outros dois advogados já haviam sido presos: Edilson Figueiredo de Souza, em Brasília, Darcy José Royer, em Uberlândia, Minas Gerais.

Também alvo de mandado, o suspeito Márcio Duarte de Miranda, genro da desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Maria do Socorro, já estava preso desde novembro por suspeita no esquema de venda de sentença no TJ-BA, a Operação Faroeste.

Os agentes ainda tentam cumprir mandados contra outro advogado. 

De acordo com as investigações, um dos golpes praticados pelo grupo causou um prejuízo de R$ 17,6 milhões à Unimed de Petrópolis.

A fraude consistia em vender para empresas créditos da Receita Federal, que não existiam na verdade, Os dados falsos eram inseridos no sistema e os empresários eram enganados. 

Daniel é suspeito de ser o operador financeiro da organização criminosa, com a função de receber e dar destino a grande parte do dinheiro pago pela Unimed à quadrilha. 

Nos endereços onde os suspeitos foram presos, a polícia localizou muitas jóias e artigos de luxo. Conforme a investigação, entre os anos de 2012 e 2019, eles movimentaram R$ 400 milhões em suas contas bancárias.

Os presos são suspeitos dos crimes de estelionato, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de bens e sequestro dos valores nas contas bancárias dos suspeitos.



Foto : Reprodução/ TV Globo

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