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14 de fevereiro de 2020

ARTIGO @ Por que as pesquisas sumiram? O pouco que a lei mudou dificulta



Levi Vasconcelos / A TARDE 


Já notou que as pesquisas eleitorais, tão fartas em anos eleitorais anteriores, escassearam neste início de 2020? E a tendência é que o resto do ano seja assim, incluindo a campanha.

A questão é que a lei mudou um pouquinho, mas o bastante para construir um novo cenário. Antes a lei obrigava o registro da pesquisa para ser divulgada. Agora, isso continua, mas o registro deve ser pedido cinco dias antes da realização da consulta, ao contrário de antes, que se fazia primeiro e registrava depois.

A mudança é apontada pelo advogado Targino Neto, especialista em direito eleitoral. Ele diz que esse pouco que a lei mudou faz toda a diferença.

Judicialização — Diz Targino que a situação de antes era cômoda. O registro pedido depois da pesquisa pronta gerava uma situação cômoda para o candidato que encomendava a pesquisa: se o resultado desse bom, registrava e divulgava. Se não, engavetava. Agora, quem engavetar fica exposto.

– Ainda há outro detalhe importante. Esse prazo de cinco dias entre o pedido de registro e a divulgação abre um largo espaço para muitas contestações judiciais, o que deverá ocorrer.

Do ponto de vista operacional, os institutos, que em dois dias executam uma pesquisa em campo, estão adotando como tática pedir o registro e fazer a pesquisa mesmo nos dois dias finais, seja como for, é líquido e certo: também nisso 2020 jamais será como dantes.



Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

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