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11 de fevereiro de 2020

Operação Palhares: Casa de bispo Átila Brandão é alvo de mandado em Salvador




Apesar de seus endereços estarem no hall dos visitados pelas autoridades policias, Átila Brandão não foi alvo de prisão preventiva, como outros nomes arrolados na investigação. Os autos sinalizam apenas a necessidade de buscas no seu endereço, no Horto Florestal.


Por João Brandão / Alexandre Galvão / Metro1 


A casa do Bispo Átila Brandão, fundador do Ministério Batista Internacional Caminho das Árvores (MBICA), foi alvo de um dos mandados de busca a apreensão, ontem (11), dentro do âmbito da Operação Palhares, que investiga suspeita de forjar créditos tributários de milhões de reais e os vendia pela metade do valor para as empresas reduzirem as suas dívidas junto à Receita Federal. 

Em entrevista à Rádio Metrópole, o advogado de Brandão confirmou o mandado, mas disse que seu cliente não é investigado. 

“Ele não foi alvo de requerimento, ele não é investigado. Estive ontem em Petrópolis, conversei com o juiz e mostrei a ele. Ele [Atila] foi sócio de José Edivirgens e ficou como se ele tivesse transações. O mandado de busca e apreensão é natural", afirmou o advogado João Telles. 

Apesar de seus endereços estarem no hall dos visitados pelas autoridades policias, Átila Brandão não foi alvo de prisão preventiva, como outros nomes arrolados na investigação. Os autos sinalizam apenas a necessidade de buscas no seu endereço, no Horto Florestal.

Hoje, com exclusividade, o site Metro1 de Salvador mostrou que além dos acusados, o titular da 1ª Vara Criminal de Petrópolis (RJ) e responsável por autorizar buscas e prisões preventivas na investigação, o juiz Luis Claudio Rocha Rodrigues, desconfia do conluio de outros personagens nas fraudes, como membros da Unimed e empresários. 

Para o magistrado, a suposta quadrilha era “articulado” e estava “voltado para a prática de crimes que envolvem engenharia financeira, conferindo às operações aura de legalidade”. 

Segundo a denúncia, Márcio Duarte Miranda, Manoel José Edivirgens dos Santos, Daniel Ângelo de Paula, Edilson Figueiredo de Souza e Darcy José Royer vêm praticando uma série de crimes para obter dinheiro, em prejuízo alheio, desde o ano de 2012.



Foto : Reprodução

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