Pontos com assaltos constantes e ônibus que não param são pesadelo de moradores do Bairro da Paz em Salvador - Observador Independente

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13 de fevereiro de 2020

Pontos com assaltos constantes e ônibus que não param são pesadelo de moradores do Bairro da Paz em Salvador



Quem reside no bairro relata problemas para seguir o destino.

A ida para o trabalho, escola, ou qualquer outro compromisso é ainda mais difícil para moradores do Bairro da Paz. Nos pontos de ônibus que circundam o bairro os assaltos são constantes, falta conforto e se isso não bastasse, os coletivos, que costumam vir lotados, muitas vezes passam direto.

No início da manhã, mesmo o fluxo de pessoas grande não inibe a ação de bandidos. O caso é mais complicado no ponto da estação do metrô, no sentido Centro, na Avenida Paralela. André Leandro faz parte de um grupo de comunicação comunitária no Bairro da Paz e descreve os problemas enfrentados por quem utiliza o local.

“Ao implantar o ponto, eles deixaram distante da saída da passarela e além disso, deixaram um acesso nas grades de proteção para pessoas que utilizam esse caminho, por dentro do mato, para chegar em regiões como Mussurunga, Estrada Velha do Aeroporto e outros lugares. Esse local acaba sendo utilizado por criminosos que tocam o terror, pela manhã, tarde ou noite, com armas de fogo ou faca e depois vão embora por dentro da mata”, relatou ao Varela Notícias.

A distância entre a saída da passarela e o ponto também causa preocupação, já que os cerca de 20 metros que separam os dois são o suficiente para perder um transporte ou ficar encharcado em dias de chuva.

André ainda conta que mesmo antes da construção do equipamento, grupos do bairro já tinham alertado o problema com a concessionária responsável pelo metrô, mas nada foi feito. “Moradores e instituições locais já tinham sinalizado a CCR através de sua ouvidoria que havia essa irregularidade. Mas as informações que foram prestadas não foram levadas em conta. Até o momento nada foi feito, nada aconteceu”, reclama.

Em outro ponto, já na Avenida Orlando Gomes, o problema maior é o desrespeito de motoristas. Em horários de pico, como nas primeiras horas da manhã, não é raro que os coletivos passem direto, ignorando quem está esperando para seguir os seus destinos.

A diarista Ana Patrícia Damasceno sabe bem o que é essa rotina. Ela já chegou até mesmo a arriscar sua integridade física ao se jogar na frente de um coletivo e não apenas uma vez.

O problema é que os carros vem cheios e eles [motoristas] não querem parar de forma nenhuma. Já tive que me lançar na frente do carro, não foi nem uma nem duas vezes. Meu marido vai me levar de bicicleta até o ponto, por que já é distante ir a pé. Cansei de falar que eles como motoristas tem obrigação de parar no ponto, independente se o carro está cheio ou não. Essa é a realidade que a gente enfrenta todos os dias para ir trabalhar,

desabafou Patrícia.

Respostas

A equipe entrou em contato com a empresa que administra o sistema de metrô e as autoridades que podem solucionar os problemas listados pelos moradores.

Em nota, a CCR informou que as áreas em torno do sistema de metrô são públicas e contam com o apoio da Polícia Militar para garantir a segurança. Nas passarelas, a concessionária afirma que são feitas rondas estratégicas e periódicas por Agentes de Atendimento e Segurança (AASs) da empresa, fardados e à paisana. A nota ainda acrescenta que mais de 2 mil câmeras, que também são integradas ao Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria de Segurança Pública, fazem o monitoramento do equipamento.

Sobre a situação do ponto, a CCR afirmou que a localização é definida pelas autoridades competentes. Em contato com a Secretaria de Mobilidade (Semob), fomos informados que a pasta vai enviar uma equipe ao local, ainda nesta quinta-feira (13), para averiguar a possibilidade de aproximar o ponto da passarela.

Sobre os ônibus que não param nos pontos, a Semob informou que 18 veículos operam nessa linha e no início da manhã, o intervalo médio entre a saída de um coletivo e outro é de 10 minutos. A pasta disse que vai reforçar a fiscalização nessa linha e que em casos de infração, a população deve denunciar através do número 4020-1550 da Central Integra ou do 156 Fala Salvador.

A Polícia Militar, também em nota, comunicou que a 15ª CIPM, comando responsável pelo policiamento na região, realiza rondas com viaturas e ainda conta com o apoio da Rondesp Atlântico, que realiza abordagens na área. A nota reforça que as Operações Apolo e Gêmeos, especializadas no combate ao crime em coletivos, realizam abordagens constantes na região.

A PM orienta que as vítimas que observarem suspeitos, ou ações delituosas no local, liguem para o 190 e informem a situação. É importante também que registrem a queixa na delegacia da área, pois o policiamento é estabelecido de acordo com a mancha criminal.



Fotos ::: Internaut VN / Varela Notícias

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