Moradores da zona rural de Feira de Santana comemoram chuvas e pequenas colheitas já devem acontecer em maio - Observador Independente

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28 de abril de 2020

Moradores da zona rural de Feira de Santana comemoram chuvas e pequenas colheitas já devem acontecer em maio



Maiores resultados estão previstos para a partir de julho.


As chuvas que tem caído na região de Feira de Santana são motivo de alegria e esperança na zona rural. Muita gente já começou a plantar em março e no final de maio deve começar a fazer pequenas colheitas, com previsão de um resultado maior a partir de julho. Em entrevista ao Acorda Cidade, a presidente Sindicato dos Trabalhadores Rurais Conceição Borges falou sobre o preparo do solo e a expectativa de fartura em 2020.

Com a chegada das chuvas de outono cedo este ano, algumas famílias dos distritos de Feira fez o plantio no tradicional 19 de março, dia de São José, padroeiro dos agricultores. Com isso, entre final de abril, milho, feijão e batata já começam a ser colhidos e consumidos pelas famílias. Para quem preferiu esperar mais chuvas e vai plantar no próximo mês, a previsão de colheita é de julho a setembro.

“As expectativas são boas para o inverno e nosso povo já está preparando solo para fazer o plantio a partir de maio, mas já tem muita coisa plantada, muito milho, feijão de corda, frutas e a gente acredita que se as chuvas continuarem, é um ano de muita esperança, muita fé e será de muita fartura para nós do campo e da cidade”, afirmou Conceição.

Não só a seca como também o excesso de chuva pode ser prejudicial às lavouras, mas segundo Conceição, o volume de água que tem caído na região de Feira é adequado para uma boa colheita. A volta do sol, após dias seguidos de chuva, é fundamental nesse processo. “Chuva com essa pausa é o que a gente precisa para plantar e ter uma boa colheita”, explica.

Consumo e venda

Além do consumo próprio, a agricultura familiar é uma possibilidade de renda para moradores da zona rural de Feira de Santana. E a comercialização cresceu, segundo Conceição, com a mudança na colheita, que antes era feita apenas quando milho e feijão já estavam secos, mas agora são colhidos e vendidos ainda verdes, assim como aipim e mandioca, por exemplo, também são comercializados in natura.

Suporte da prefeitura

O plantio na zona rural de feira conta com o suporte da prefeitura municipal, que faz a distribuição de sementes entre as famílias, mas de acordo com Conceição, o teste de germinação feito antes da plantação não foi satisfatório o estão tentando resolver o problema. “Tive uma audiência com o prefeito Colbert Martins e o secretário de Agricultura, Mário Borges, e eles traziam uma preocupação sobre as sementes. Elas têm que germinar 95% e essas que eles adquiriram germinaram 50%. A gente não aconselha a distribuição dessa semente, porque não é brincadeira o custo para preparar a terra e quando a gente manda para ela uma semente que sabe que 50% vai perder, a gente já começa no prejuízo”, ressaltou acrescentando que a prefeitura está tentando reverter a situação junto com a empresa com quem adquiriram.

Além das tradicionais sementes, Conceição disse que o sindicato apresentou também para a secretaria a demanda por mudas de árvores frutíferas para diversificação da lavoura. “O secretário disse que está tentando conseguir mudas de caju para que seja distribuído no meio rural nesse período agrícola, para diversificação de cultura e garantia da renda, porque feijão e milho, que é o que se plantava aqui, são de alto risco e não é mais o que sustenta as família”, assinalou.



Foto ::: Divulgação

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