Produtos pesquisados pelo Procon têm variação superior a 100% nos supermercados de Fortaleza - Observador Independente

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23 de abril de 2020

Produtos pesquisados pelo Procon têm variação superior a 100% nos supermercados de Fortaleza



Valor médio de 60 produtos acompanhados pelo Procon saltou de R$ 451,72, em março, para R$ 476,56, em abril.


No mês de abril, em comparação com março, os preços do 60 produtos acompanhados mensalmente pelo Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon) apresentaram variação média de 5,5%. O conjunto dos produtos passou de R$ 451,72 para R$ 476,56. 

Os bairros que compõem a região administrativa da Secretaria Regional V, são os que concentram os preços mais elevados nos supermercados, em Fortaleza. Nesses bairros, o valor do produtos, em abril, foi de R$ 509,65. A Regional V é composta pelos bairros Benfica, Bairro de Fátima, José Bonifácio, Montese, Damas, Jardim América, Bom Futuro, Parangaba, Itaoca, Vila Peri, Aeroporto, Vila União e Parreão.

A nova pesquisa, que foi realizada nos dias 16 e 17 de abril mostra, ainda, que os preços da esponja de aço e do queijo coalho sofreram as maiores variações, com 105,42% e 104,38%, respectivamente. Segundo o Procon, a média de preços, por regional, pode variar de acordo com a disponibilidade de produtos nos supermercados consultados.

Na outra ponta, a área administrativa da Secretaria Regional I, concentra os bairros onde o conjunto dos produtos pesquisados são encontrados com menor preço: R$ 406,10. A Regional I é composta pelos bairros Centro, Moura Brasil e Praia de Iracema.

Covid-19

Neste período de isolamento social, decorrente da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), não está havendo desabastecimento, de acordo com avaliação do Procon. "Não identificamos falta de abastecimento de produtos nos supermercados. Portanto, não há motivo para compras acima da normalidade ou ida desnecessária ao supermercado", avaliou.

A pesquisa do Procon Fortaleza é consultiva e não tem caráter de fiscalização de preços, mas a instituição alerta que os supermercados não podem se aproveitar do momento para elevar preços, sem justa causa, em desacordo com Código de Defesa do Consumidor (CDC). "Continuamos recebendo denúncias de preços abusivos e, caso constatada a irregularidade, o Procon poderá, entre outras medidas administrativas, cassar o alvará de funcionando do estabelecimento".


Foto: Ana Patrícia

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