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6 de maio de 2020

Após depoimento de Moro, STF autoriza investigação sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF




Após o depoimento do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou investigação sobre suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal (PF). O ministro atendeu ao pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, feito nesta última segunda-feira (4/5), e as diligências devem ser realizadas em até cinco dias, depois que todos fossem intimados da decisão.

A solicitação encaminhada por Aras pede a autorização para a tomada de depoimento de três ministros, sendo eles Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Walter Braga Netto, da Casa Civil, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo. Os ministros foram citados por Moro como eventuais testemunhas de ameaças feitas pelo presidente, caso ele não aceitasse a mudança no comando da PF.

Além do trio, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e seis delegados da Polícia Federal, envolvidos na crise da troca do comando da PF do Rio de Janeiro, também serão ouvidos. 

Aras solicitou ainda a cópia de uma reunião realizada no dia 22 de abril, entre o presidente Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, ministros e presidentes de bancos públicos, e os comprovantes das assinaturas de exoneração a pedido do ex-diretor da PF, Maurício Valeixo.

Além do ex-superintendente da PF no Rio, Ricardo Saadi, o procurador-geral da República também quer ouvir o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva; o chefe da PF em Minas Gerais, Rodrigo Teixeira; o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, e o recém-indicado diretor-exetucivo da PF, Carlos Henrique Souza, atual superintendente da PF no Rio.



Crédito da Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Com informações da Agência Brasil

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