Moradora do bairro Rio Vermelho em Salvador denuncia infestação de mosquitos em boate - Observador Independente

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30 de maio de 2020

Moradora do bairro Rio Vermelho em Salvador denuncia infestação de mosquitos em boate



Estabelecimento se posicionou informando que o problema já foi resolvido.



Uma moradora da Rua Fonte do Boi, no bairro do Rio Vermelho em Salvador, falou com a equipe do sobre uma infestação de mosquitos que está vindo da boate Commons, que fica localizada na Rua Odilon Santos, próximo da sua residência. Dentro de casa cerca de três pessoas já se infectaram com chikungunya, após a infestação.

“Aqui na minha casa três pessoas já tiveram a chikungunya e mais algumas pessoas aqui do bairro também já se contaminaram por conta da infestação de mosquitos na boate Commons, onde têm dois tanques abertos com água parada. Estes mosquitos estão invadindo as casa”, afirmou a leitora que não quis se identificar.

A moradora conta que já fez algumas medidas para que os mosquitos não voltem a infectar pessoas dentro de sua casa, mas que não foram suficientes e conta que seus familiares ainda estão se recuperando. Além disso, a moradora afirmou que outras pessoas no bairro também já foram diagnosticados com zika.

“A gente já cortou as árvores, podamos tudo, limpamos alguns lugares, colocamos citronela e usamos bastante repelente. Meus familiares que foram infectados ainda estão se recuperando”, afirmou.

A boate Commons enviou uma nota a informando sobre uma obra na casa de um dos vizinhos que ocasionou no escorrimento de água da chuva para o telhado da boate, causando vazamentos.

“O vizinho sugeriu que nossa caixa de água estaria aberta causando proliferação de mosquitos. Nós, prontamente fomos até o telhado informando em seguida que a caixa estava fechada. Há cerca de uma semana o mesmo vizinho em questão nos enviou uma foto, onde havia uma parte do material que usamos para isolar a caixa em cima das telhas, deixando assim uma fresta aberta da caixa d’agua, provavelmente ocasionada pelas fortes chuvas e ventos ocorridos neste período”, diz um trecho da nota.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que vai mandar uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para averiguação e inspeção no local na próxima segunda-feira (1º). Além disso o órgão informou que diante do cenário da pandemia de Covid-19, os agentes não estão adentrando aos imóveis, o trabalho é feito por meio de orientações educativas aos moradores e nos perímetros próximos as residências.

Confira a nota completa da Commons:

O Commons Studio bar vem por meio desta esclarecer a denúncia de um dos nossos vizinhos que não quis se identificar, acusando o espaço de promover uma infestação de mosquitos na rua Odilon Santos, Rio Vermelho. No início de março de 2020, procuramos um de nossos vizinhos com a finalidade de solicitar que o mesmo implantasse uma calha no seu telhado recém reformado, pois após a reforma do mesmo a água da chuva passou a escorrer diretamente para as nossas telhas, causando vazamentos durante eventos realizados. Após o contato, o vizinho sugeriu que nossa caixa de água estaria aberta causando proliferação de mosquitos.
Nós, prontamente fomos até o telhado o informando em seguida que a caixa estava fechada. Há cerca de uma semana o mesmo vizinho em questão nos enviou uma foto, onde havia uma parte do material que usamos para isolar a caixa em cima das telhas, deixando assim uma fresta aberta da caixa d’agua, provavelmente ocasionada pelas fortes chuvas e ventos ocorridos neste período. Nós, prontamente, vedamos a caixa d’agua com o mesmo material. Portanto, se conclui que o tempo de caixa d’agua aberta não seria suficiente para acusar o espaço de proliferação de mosquitos nas redondezas, desde março, pois todas as solicitações feitas pelos vizinhos foram monitoradas e quando de fato ocorreu, atendidas prontamente.
O Commons Studio bar é um espaço que promove as linguagens artísticas, principalmente, a música. Desde o dia 18/03 estamos impedidos de abrir as portas, pois acatamos as medidas de isolamento social adotadas por conta do Covid-19. O setor cultural foi o primeiro a fechar e provavelmente será o último a abrir, de acordo com as medidas de re-abertura que estão sendo realizadas no mundo. Com isso, estamos sem contingente operacional, sem
receitas e com despesas altas para serem sanadas como contas de luz, água, aluguel e impostos municipais. Estaremos disponíveis, dentro do que for possível, para colaborar para minimização de riscos com a área do bairro em questão, desde que todos envolvidos proponham um processo colaborativo de fato e civilizado, ao invés de recorrer ao tom meramente acusatório.


Fotos ::: Internauta via e-mail / VN

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