Irmãs suspeitas de tramarem homicídio em Itaporanga D’Ajuda / SE, são presas - Observador Independente

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26 de junho de 2020

Irmãs suspeitas de tramarem homicídio em Itaporanga D’Ajuda / SE, são presas



Segundo a polícia, uma delas não aceitou o fim de um relacionamento com a vítima.



Duas mulheres foram presas na segunda fase da Operação Viúva Negra, realizada na última terça-feira (23). As prisões fazem parte da investigação da morte de um homem e das graves agressões sofridas pela companheira dele, na madrugada do dia 30 de maio, no Povoado Sapé, em Itaporanga D’Ajuda.

Segundo a polícia, as duas presas negaram participação no crime. As prisões foram realizadas nos municípios de Aracaju e São Cristóvão.

Na primeira fase da operação, que ocorreu em 12 de junho, foram cumpridos cinco mandados de prisão contra três executores e duas outras pessoas ligadas ao crime.

Segundo o delegado Paulo Cristiano, quatro homens armados, com facas, invadiram a residência das vítimas e esfaquearam um casal, matando um homem e ferindo gravemente a companheira. Embora os executores tenham subtraído objetos e dinheiro, tentando disfarçar o intuito principal de matá-las, a Polícia Civil acabou afastando a hipótese de latrocínio.

“Apurou-se, no decorrer das investigações, que a motivação do crime teria sido o fato do homem ter terminado um longo relacionamento que mantinha com - uma das mulheres presas nesta terça-feira - e, logo em seguida, ter se envolvido com uma mulher do mesmo povoado. Com a prisão dos suspeitos de executarem o crime, confirmou-se a principal linha de investigação, que se tratava de crime de mando”, destacou.

Ainda de acordo com o delegado, um dos investigados, um dos suspeitos, acabou confirmando que a mulher não aceitava o fim do relacionamento.

“Com a ajuda da sua irmã, ela o contratou para cometer o crime, com a promessa de que na casa haveria uma alta quantia em dinheiro, sendo essa a recompensa. Ele ficou encarregado pela organização do crime, sobretudo pela formação do grupo que executaria o plano”, explicou o delegado.

“Em menos de um mês, conseguimos elucidar o crime, prender sete pessoas, possivelmente envolvidas, e a maioria já confessa a participação, além de recuperar objetos subtraídos durante a ação. Embora muito já se tenha apurado, as investigações continuam a fim de se confirmar ou se afastar o envolvimento de outras pessoas”, finalizou.



Foto ::: Reprodução

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