Médicos feirenses se unem para ajudar pessoas no combate ao coronavírus através do tratamento precoce - Observador Independente

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3 de julho de 2020

Médicos feirenses se unem para ajudar pessoas no combate ao coronavírus através do tratamento precoce



Além do médico Amilton Sampaio, o médico feirense Tarcízio Pimenta e outros colegas também defendem a ideia do tratamento precoce para a covid-19.


Ney Silva e Rachel Pinto / Acorda Cidade


Grupos de médicos de diversas cidades do Brasil estão se unindo para discutir e propor medidas relacionadas ao combate da covid-19. Eles são a favor do tratamento precoce e não acreditam que o paciente precisa esperar ter falta de ar para ser medicado. O movimento chegou a Feira de Santana e para entender melhor sobre o assunto o Acorda Cidade ouviu o médico oftalmologista Amilton Sampaio que também é presidente da Sociedade Baiana de Oftalmologia. Ele explicou que a covid-19 se apresenta no organismo em algumas fases e o tratamento precoce pode diminuir a gravidade da doença.

“Nós temos a fase viral, a fase inflamatória e assim por diante; a fase de gravidade. O tratamento precoce visa justamente a abordagem na fase viral que é a fase inicial onde o vírus está se multiplicando, se replicando dentro o nosso organismo. Alguns tratamentos já são bem conhecidos em relação a redução da mortalidade, em relação a redução da morbidade, da hospitalização desses pacientes. Muitos médicos aqui em Feira de Santana e em vários lugares do Brasil prescrevem esses medicamentos utilizados nessa fase precoce, porém infelizmente, não não encontramos mais muitos desses medicamentos nas farmácias e infelizmente o poder público não disponibiliza para a população. Então existe um grande problema em relação a disponibilidade desses medicamentos. O médico prescreve, mas o paciente não encontra”, disse.

Amilton Sampaio salientou ainda que a classe médica está prescrevendo medicamentos como a ivermectina, a cloroquina e a azitromicina mediante avaliação do quadro do paciente. Segundo ele, existem vários estudos observacionais a nível de Brasil onde se mostraram que a utilização desses medicamentos reduz a hospitalização e a mortalidade das pessoas.

“Não precisa esperar o resultado do exame de covid-19 para prescrever o medicamento. Se tem suspeita da doença pode utilizar o medicamento antes de sair o resultado do exame e além disso, em alguns lugares que se utilizam também as medicações para contactantes. Se tem certeza que o paciente está positivo, pode utilizar para os seus familiares e para pessoas que tiveram contato com aquela pessoa positiva e não é preciso esperar o resultado do exame. Utiliza o medicamento e aguarda o resultado do exame para tomar outras medidas. Sempre com a prescrição médica, de acordo com o quadro do paciente", observou.

O médico informou também que além da ivermectina, cloroquina e azitromicina, na fase inicial da covid-19 podem ser prescritas a vitamina C, vitamina D e zinco. No entanto, de acordo com ele, não existe um protocolo único. Isso pode variar de acordo com o quadro clínico do paciente, de acordo com as condições de saúde de cada pessoa.

“Se o paciente tem doença cardíaca ou não, se tem arritmia, a depender da idade do peso, a depender da gravidade da doença, esse tratamento pode modificar e o mais importante é que o paciente tem que seguir a recomendação médica, ele tem que seguir o que o médico recomendar. Se o médico recomendar o tratamento, deve seguir, ele pode discordar, ele não é obrigado a aceitar. Mas, o que a gente deseja com esse movimento é esclarecer ao poder público sobre a importância de disponibilizar estes medicamentos, já que muitos deles não são mais encontrados nas farmácias. A gente recomenda ao poder público disponibilizar esses medicamentos. Seja nos postos de saúde , nas unidades, ou nos hospitais. De acordo com a prescrição médica, para que os pacientes tenham a chance de reduzir a gravidade da doença e a mortalidade”, declarou.

Além do médico Amilton Sampaio, o médico feirense Tarcízio Pimenta e outros colegas também defendem a ideia do tratamento precoce para a covid-19.



Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

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