Após 5 meses fechado por causa da pandemia, Parque Nacional de Abrolhos é reaberto de forma parcial; entenda - Observador Independente

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1 de setembro de 2020

Após 5 meses fechado por causa da pandemia, Parque Nacional de Abrolhos é reaberto de forma parcial; entenda



Público poderá fazer a visitação comercial embarcada. No entanto, ida a Centro de Visitantes do Parque e as visitas por embarcações particulares seguem suspensos.


Após ficar quase seis meses fechado por causa da pandemia da Covid-19, o Parque Nacional de Abrolhos, que fica no sul da Bahia, foi reaberto de forma parcial nesta terça-feira (1º). A informação foi confirmada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Abrolhos é considerado o 'berçário' das baleias jubartes na Bahia. Durante a temporada de reprodução, elas podem ser vistas desde o norte de São Paulo até o sul do Rio Grande do Norte. A maior concentração está entre o Espírito Santo e a Bahia, e 70% delas escolhem o arquipélago de Abrolhos.

Segundo o órgão, o público poderá fazer a visitação comercial embarcada (que inclui a observação de fauna como baleias jubarte, flora e trilha monitorada em ilha) e todos os pontos de mergulho livre e autônomo.

Apesar disso, a ida ao Centro de Visitantes do Parque e as visitas por embarcações particulares seguem suspensos. O órgão pontuou também que o desembarque nas ilhas será permitido apenas aos visitantes que estiverem em passeios com pernoites.

A reabertura dos parques nacionais foi autorizada após a publicação de uma portaria do ICMBio, na semana passada. A nota explicou que cada unidade tem que adotar uma série de medidas frente ao cenário atual. Aqui na Bahia, por exemplo, os visitantes devem manter distanciamento de, no mínimo, dois metros entre si. [veja as medidas no final da matéria]

Além disso, no caso do Parque Nacional de Abrolhos, o número de visitantes levados por condutores autorizados também será ajustado, além da trilha monitorada na ilha Siriba, o mergulho livre e o autônomo. Nas trilhas em ilhas, ainda conforme o ICMBIO, serão oito visitantes para cada condutor. Já para o mergulho autônomo, serão seis visitantes por condutor.

Essa foi a segunda vez em menos de um ano que as atividades do parque foram suspensas. No ano passado, as visitações foram suspensas após a chegada de manchas de óleo na região. Por causa dos meses fechados, vários trabalhadores relatam dificuldades.

Só no ano passado, o parque recebeu 8.044 visitantes, desses, em torno de 1.200 foram em embarcações particulares e mais da metade do total de visitantes fez o turismo na alta temporada que vai de julho a novembro.

Ainda de acordo com ICMBio, não há previsão para a reabertura dos seguintes parques: Parque Nacional da Chapada Diamantina, Parque Nacional de Boa Nova, Parque Nacional do Pau Brasil e Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal.

Confira medidas que a unidade deverá cumprir:

  • Uso obrigatório de máscara de proteção facial cobrindo a região do nariz e boca, ainda que artesanal, durante todo o período que estiver no interior do parque;
  • Disponibilizar álcool gel 70% ou produto de higienização para as mãos;
  • Uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI);
  • Manter ambientes bem ventilados, com janelas e portas abertas, sempre que possível;
  • Promover com frequência a limpeza e desinfecção dos ambientes, pisos, corrimãos, lixeiras, balcões, maçanetas, tomadas, torneiras e banheiros, além de outros objetos de uso coletivo, como cadeiras, sofás e bancos;
  • Remover jornais, revistas, panfletos e livros dos locais de comum acesso para evitar a transmissão indireta;
  • Estimular e priorizar a venda online de ingressos, serviços e/ou agendamentos, ou organizar o atendimento em filas para evitar aglomerações, considerando a marcação no piso com distanciamento de 2 metros, a partir do balcão e entre os clientes;
  • Manter o distanciamento mínimo de 2 metros entre os sofás, mesas, cadeiras e bancos dos espaços comuns do empreendimento;
  • Proceder a higienização e desinfecção de objetos (inclusive cardápios) e superfícies comuns, como as mesas e cadeiras após cada utilização;
  • Os transportes terrestres e aquaviários de visitantes deverão priorizar a ventilação natural. Ao final de cada viagem, promover a limpeza e desinfecção dos veículos;
  • Respeitar a capacidade de transporte de cada tipo de veículo e evitar superlotação e/ou aglomeração.
  • Antes do início da operação, orientar os visitantes sobre os novos procedimentos de segurança adotados na empresa, incluindo os procedimentos de convivência, os protocolos de manipulação de objetos e alimentos.

Foto ::: Reprodução G1

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