Em Salvador, bancas na Ufba que tiveram participação de professora de direito denunciada por plágio serão refeitas, diz instituição - Observador Independente

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4 de setembro de 2020

Em Salvador, bancas na Ufba que tiveram participação de professora de direito denunciada por plágio serão refeitas, diz instituição



Cátia Regina Raulino foi denunciada por ex-alunas. Ela alega ser formada em direito e que tem mestrado, doutorado e pós-doutorado, mas universidades negam que ela tenha formações.



Duas bancas de mestrado da Universidade Federal da Bahia (Ufba) que tiverem a participação da professora de direito, Cátia Regina Raulino, investigada por plagiar trabalhos de alunas em Salvador, serão refeitas. A informação foi confirmada pela instituição na noite desta quinta-feira (3).

Segundo a Ufba, todas as bancas são da Faculdade de Direito. Elas serão retificadas sem prejuízos para os alunos. A instituição ainda não detalhou quando as bancas ocorreram e nem os próximos passos do processo.


Segundo as mulheres, que já estão formadas, quando ainda eram estudantes, elas tiveram os trabalhos de conclusão de curso incluídos em livro e revista e, nas publicações, a professora assinou os textos como dela, sem citar as então alunas.

Cátia mostrou artigo de Lorena em outro livro onde só aparece o nome dela e o título é o mesmo do artigo da ex-aluna — Foto: Redes Sociais


A suspeita já atuou como professora e coordenadora de faculdades particulares da capital baiana. Cátia Raulino divulgava o trabalho dela nas redes sociais, mas um dos perfis, que tinha mais de 180 mil seguidores, foi desativado.

Em 19 de agosto, ela informou que estava recolhendo documentos e que depois iria se pronunciar sobre o caso. Entretanto, depois disso, ela não falou mais com a imprensa.

Um das ex-alunas acionou o Ministério Público Estadual (MP-BA), que apura ao menos seis denúncias: duas referentes a suposta prática de exercício ilegal da advocacia e quatro referentes a suposto crime de violação de direito autoral.

No currículo, Cátia Raulino alega ser formada em direito e que tem mestrado, doutorado e pós-doutorado, mas as universidades em que ela diz ter concluído as formações negam que ela tenha os títulos.

Na segunda-feira (31), ela esteve na delegacia da Boca do Rio, responsável pelo caso, e entregou documentos. No entanto, o delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, que investiga o caso, informou que nenhum deles é um diploma ou comprova os títulos que ela alega ter.

Na ocasião, o delegado disse, também, que os documentos entregues pela professora de direito podem contestar as denúncias de plágio, mas sustentou que essa informação ainda está sob investigação.



Foto de capa :::: Redes Sociais / G1

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