Menina de 12 anos baleada no bairro de Cajazeiras em Salvador recebe alta de hospital - Observador Independente

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28 de setembro de 2020

Menina de 12 anos baleada no bairro de Cajazeiras em Salvador recebe alta de hospital




Caso aconteceu no dia 13 de setembro. Garota foi atingida no abdômen.



A menina de 12 anos que foi baleada no bairro de Cajazeiras X, em Salvador, recebeu alta do hospital após passar 11 dias internada. Já em casa, a garota teve um pedido atendido e recebeu uma visita dos policiais que a socorreram no dia da ação. 

O caso aconteceu no dia 13 de setembro, na localidade conhecida como Rótula da Feirinha, quando dois homens não identificados passaram em uma motocicleta atirando em direção a um rapaz, mas a garota acabou baleada. Ela foi atingida no abdômen.

"Chegaram dois indivíduos na moto já dando vários tiros de rajada. Na hora, a gente se assustou, eu ainda me recolhi um pouquinho, quando retornei, ela já estava baleada. Vi muita gente ao redor, comecei a gritar desesperadamente", contou Rosemeire Santos, tia da garota.

Após ser baleada, menina foi levada para o Hospital Eládio Lasserre, onde ficou internada até a última quinta-feira (24). No hospital, ela foi submetida a uma cirurgia para a retirada da bala.

A garotinha está no 6º ano e estuda em uma escola da rede estadual de ensino. Ela mora com a mãe, Iraildes Araújo, que trabalha com reciclagem, outros 5 irmãos e dois sobrinhos. A família dela passa por dificuldade financeira, que se agravou durante a pandemia da Covid-19.

"Antes da pandemia, dava para viver muito bem, graças a Deus. Veio essa pandemia, onde eu botava minha reciclagem, não tem mais onde botar. Veio esse caso dela [filha], tenho que ter muito cuidado estar sempre com ela", relatou Iraildes Araujo.

"Viemos aqui hoje, juntamente com o comandante da companhia, prestar solidariedade e o apoio total a ela. É muito bom para o policial, para o ser humano, saber que uma criança reconheceu nossa atividade, a importância da polícia na prestação de socorro", disse Daniel, aspirante da Polícia Militar.

A menina ainda sente dores e precisa de cuidados especiais, além de medicamentos e material para curativos. Além disso, ela também vai precisar de fisioterapia e de doações. "Todo mundo junto ajudando ela, o que ela precisar, nós estamos aqui, nos momentos bons e nos ruins", disse Verônica Araújo, irmã da menina.



Foto: Reprodução/TV Bahia

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