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quarta-feira, setembro 23, 2020

Número de pessoas ocupadas em SE cresceu no mês de agosto, mostra IBGE



Entretanto, desemprego continua com altas sucessivas: 65 mil em maio, passando a 84 mil em junho, 100 mil em julho e chegando a 114 mil em agosto.


A pesquisa Pnad Covid-19, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que o número de pessoas ocupadas em Sergipe subiu para 745 mil em agosto. O aumento vem depois de uma queda em julho, quando o número era de 737 mil. Porém, o desemprego continua em alta.

Em Sergipe, 1.843 milhão de pessoas tinham 14 anos ou mais de idade em agosto e, de acordo com os conceitos utilizados na pesquisa, foram consideradas "em idade de trabalhar”. Em maio, eram 826 mil naquele mês, 806 mil em junho e 737 mil em julho.

Segundo o IBGE, o aumento no número de pessoas ocupadas, não significa que diminuiu o número de pessoas desocupadas, ou seja, o desemprego continuou a subir. Para as estatísticas de mercado de trabalho, são consideradas desocupadas as pessoas que não tinham trabalho, mas que estão disponíveis para assumir uma ocupação e estão em busca de emprego. Desde o início pesquisa, esse indicador para Sergipe tem tido altas sucessivas: 65 mil em maio, passando a 84 mil em junho, 100 mil em julho e chegando a 114 mil em agosto.

Somados, ocupados e desocupados contabilizavam 859 mil pessoas, sinalizando o primeiro aumento desde maio no número de pessoas na força de trabalho. O restante da população em idade de trabalhar formava a chamada “pessoas fora da força de trabalho”, isto é, pessoas que nem estavam trabalhando nem estavam procurando um trabalho. Em agosto, essas pessoas somavam 983 mil, depois de ter chegado a 1,001 milhão em julho. Ainda assim, a taxa de participação na força de trabalho permanece abaixo dos 50%, o que significa que há menos gente em idade de trabalhar na força de trabalho do que fora da força de trabalho.

Com os números de agosto, a taxa de participação na força de trabalho, que é o percentual da população na força de trabalho (ocupados e desocupados) no total da população em idade de trabalhar (pessoas com 14 anos ou mais de idade), ficou em 46,6%, depois de ter chegado a 45,5%, menor nível da série histórica, em julho. Já o nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas no total da população em idade de trabalhar, ficou em 40,5%, indicando que a cada 10 pessoas com 14 anos ou mais, apenas 4 estavam trabalhando.

Em relação às pessoas fora da força de trabalho, que totalizavam 983 mil, 445 mil gostariam de trabalhar, apesar de não terem procurado trabalho. Esse contingente vem crescendo desde maio e chegou ao maior valor da série histórica em agosto. Dessas 445 mil pessoas, 322 mil disseram que não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade. Em julho, essas pessoas somavam 336 mil.

Já a taxa de informalidade se manteve estável em agosto, com 43,8%, ou seja a ocupação principal de 326 mil das 745 mil pessoas ocupadas em agosto era um trabalho informal.



Foto: Kedma Ferr/TV Sergipe/Arquivo

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