Bairro Bom Juá em Salvador vira palco de guerra entre BDM, Ajeita e Polícia - Observador Independente

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29 de outubro de 2020

Bairro Bom Juá em Salvador vira palco de guerra entre BDM, Ajeita e Polícia




Moradores dizem se sentir seguros com presença da PM, mas temem retorno da violência quando agentes forem embora



O bairro de Bom Juá, localizado na região de Fazenda Grande, se tornou palco de guerra, onde os protagonistas do “espetáculo” são a Polícia e as facções criminosas Bonde do Maluco (BDM) e Tropa do Ajeita.

A região de Fazenda Grande, dominada pelo BDM, está a apenas 20 metros da comunidade de Marotinho, em São Caetano, liderada pelo rival Ajeita, o que faz os moradores de Bom Juá se sentirem os espectadores mais próximos do palco, correndo riscos cada vez maiores.

No último domingo (25), traficantes do Ajeita instalaram o terror no bairro, com armamento pesado, fazendo ameaças ao BDM, trocando tiros, matando um rival e até mesmo queimando carro.

Em entrevista ao jornal Correio, um homem que mora há 70 anos no local diz nunca ter visto o que ocorreu dias atrás. “Foi pior que um faroeste. Estava em minha casa, chegaram atirando na rua”, contou.

O conflito desencadeou na chegada de 78 policiais com ocupação que se estende à Avenida San Martin e ao Retiro, sem data e hora para saírem, com permanência “até que seja reestabelecida a paz e a tranquilidade na comunidade”, de acordo com o coronel Anselmo Brandão.

A região registrou 32 homicídios entre 1º de abril e 15 de maio e precisou ser ocupada por policiais durante 45 dias. Por quatro meses, a taxa de homicídio diminuiu, mas os riscos voltaram.

“Foram quatro meses praticamente sem homicídios. Havia baixado em relação aos anos anteriores. Agora, como um grupo começou a ameaçar o outro, nós já identificamos os cabeças e estamos correndo atrás. A Polícia Civil já pediu a prisão preventivas deles”, disse o tenente-coronel Jamerson Queiroz.

Moradores do bairro dizem se sentir seguros com a presença da polícia, mas temem que a PM permanesça por pouco tempo e que a violência retorne.

Além da 9ª CIPM (Pirajá), participam da operação o Patrulhamento Tático Móvel (Pantamo), o Grupamento Aéreo da PM (Graer), a Operação Gêmeos e Apolo e as Rondas Especiais (Rondesp).



Foto: Reprodução/TV Bahia

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